Vigilância interdita equipamento de esterilização do Hospital Mário Gattinho de Campinas

  • 15/07/2026
(Foto: Reprodução)
Fachada do Hospital Mário Gattinho, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV A Vigilância Sanitária interditou uma termodesinfectora da Central de Material e Esterilização (CME) da Unidade Pediátrica Mário Gattinho, em Campinas (SP). A medida foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (13). Segundo a publicação, a interdição ocorreu depois que uma análise mostrou que a água purificada usada no equipamento estava fora dos padrões microbiológicos exigidos. 🔎 A termodesinfectora é usada na limpeza e desinfecção de materiais hospitalares. Por isso, a qualidade da água usada no processo precisa seguir padrões específicos de segurança. A Vigilância Sanitária coletou o material para análise em 10 de junho. O laudo, de 1º de julho, apontou uma quantidade de bactérias heterotróficas acima do limite estabelecido pela Farmacopeia Brasileira. Uma especialista ouvida pelo g1 explicou que a presença dessa bactéria não significa necessariamente que a água esteja contaminada, mas serve de indicador da qualidade. O número de bactérias além do limite aponta para uma falha em alguma etapa de proteção - leia mais abaixo. Para manter as atividades do hospital durante a interdição, a Rede Mário Gatti apresentou um plano de contingência, que foi aprovado pela Vigilância Sanitária. De acordo com a prefeitura, o equipamento deixou de ser usado no mesmo dia em que o resultado ficou pronto. Desde então, os materiais da unidade pediátrica passaram a ser processados na Central de Material e Esterilização do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Em nota, a Rede Mário Gatti informou que a interdição não afetou os atendimentos nem os procedimentos na unidade. Segundo a administração, a CME do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti está absorvendo toda a demanda durante esse período. De acordo com a Vigilância Sanitária, não foram registrados casos de infecção ou outros eventos adversos relacionados à situação. O órgão explicou ainda que as bactérias heterotróficas podem ser encontradas em vários ambientes, inclusive na água, e que fiscalizações são feitas para verificar se a quantidade desses microrganismos está dentro dos limites estabelecidos. A Vigilância Sanitária registrou a irregularidade por meio de um auto de infração e determinou a interdição do equipamento. Segundo a prefeitura, não haverá aplicação de multa neste caso. Plano de contingência Agora no g1 Na prática, o plano oprevê o uso temporário da Central de Material e Esterilização do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti para processar os materiais da unidade pediátrica enquanto a termodesinfectora passa por manutenção. Os reparos no equipamento estão em andamento e, segundo a prefeitura, a previsão é que a manutenção seja concluída em cerca de 20 dias. A termodesinfectora continuará sem uso até que os reparos sejam concluídos e novos testes sejam realizados. Para que o equipamento volte a funcionar, uma nova análise deverá confirmar que a água purificada está dentro dos padrões exigidos. Depois disso, a termodesinfectora ainda precisará passar por uma inspeção e ser liberada pela Vigilância Sanitária. O que são bactérias heterotróficas? As bactérias heterotróficas são microrganismos que não conseguem produzir o próprio alimento e representam a maioria das bactérias encontradas no meio ambiente. Segundo a médica infectologista Ana Rachel de Seni Rodrigues, elas incluem desde aquelas que fazem a decomposição da matéria orgânica até as capazes de provocar doenças no ser humano, como estafilococos, estreptococos e pseudomonas. Uma contagem acima do limite, no entanto, não significa necessariamente que a água esteja contaminada por microrganismos capazes de causar doenças. “Na verdade, as bactérias heterotróficas funcionam principalmente como indicador da qualidade global da água. Quando o número dela sobe além do limite, alguma barreira de proteção da água falhou”, explica Rodrigues. Segundo a especialista, a alteração pode estar relacionada, por exemplo, à quantidade insuficiente de cloro, ao acúmulo de sujeira nos canos de distribuição ou a problemas no reservatório. “Não se pode afirmar categoricamente que os materiais anteriores que vinham sendo reprocessados nessa máquina estavam contaminados a partir de uma única amostra de água fora dos parâmetros recomendados pela legislação”, ressalta a infectologista. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/07/15/vigilancia-sanitaria-interdita-equipamento-de-esterilizacao-do-hospital-mario-gattinho.ghtml


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