Vendas de imóveis sobem na região de Campinas, enquanto aluguéis caem quase 40% em abril, aponta Creci-SP
24/05/2026
(Foto: Reprodução) Imagem aérea de Campinas (SP)
Reprodução/EPTV
A região de Campinas registrou aumento nas vendas de imóveis usados e queda nas locações em abril de 2026, segundo pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP).
O levantamento, feito com 131 imobiliárias em 21 municípios, apontou que as vendas cresceram 11,13% em relação a março. Em contrapartida, o número de locações caiu 39,48% no mesmo período.
Já no acumulado de 2026 até abril, as vendas registram queda de 5,94%, enquanto as locações apresentam retração de 31,12%. No comparativo de 12 meses, o número de vendas cresceu 76,76%, e o de locações teve alta de 4,64%.
📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça
Agora no g1
Para o Creci-SP, mesmo com juros elevados, o crédito imobiliário exerce papel relevante na sustentação do mercado de compra e venda, especialmente entre famílias que buscam segurança patrimonial e estabilidade financeira ao adquirir a casa própria.
Ao mesmo tempo, a queda nas locações reflete a cautela das famílias em relação ao comprometimento de renda mensal, além da migração de parte dos consumidores para financiamentos imobiliários, aproveitando oportunidades de negociação e ampliação da oferta de crédito habitacional.
Perfil dos imóveis
Imagem de arquivo de Campinas
Divulgação/PMC
Os apartamentos concentraram a maior parte dos negócios fechados na região: 65% das vendas, contra 35% de casas.
Entre os apartamentos vendidos, 64,9% tinham dois dormitórios. Já nas casas, predominam imóveis com três quartos, que representaram 66,7% das vendas.
Nos apartamentos, 84% das unidades vendidas tinham até 100 m². Nas casas, a maior parte dos imóveis tinha entre 101 m² e 200 m² (38,1%), seguida por unidades acima de 201 m² (33,3%).
Metade das vendas ocorreu em bairros fora das regiões centrais e nobres, indicando expansão urbana. As áreas nobres concentraram 31,7% das negociações, enquanto a região central ficou com 18,3%.
Segundo o Creci-SP, o comportamento evidencia um mercado descentralizado, impulsionado tanto pela valorização de regiões tradicionais quanto pela busca por imóveis com melhor relação entre custo, espaço e qualidade de vida em bairros periféricos e cidades do entorno de Campinas.
Faixa de preço
Quase metade das vendas (46,6%) ocorreu pela faixa de preços entre R$ 201 mil e R$ 400 mil, consolidando o padrão médio como principal faixa do mercado regional.
Imóveis acima de R$ 501 mil também tiveram peso relevante e responderam por 34,5% das negociações.
Formas de compra
O financiamento imobiliário foi o principal meio de aquisição. Operações pela Caixa Econômica Federal representaram 45,6% das vendas, enquanto outros bancos responderam por 8,8%.
As compras à vista corresponderam a 17,5% dos negócios, e as negociações diretas entre comprador e proprietário chegaram a 26,3%.
Na avaliação do Creci-SP, a elevada participação das negociações diretas revela um mercado mais flexível, com vendedores dispostos a facilitar condições para fechamento dos negócios.
Perfil dos aluguéis
Imagem aérea da região periférica de Campinas
Reprodução/EPTV
Na direção oposta, o mercado de locações registrou queda expressiva. Os imóveis alugados ficaram concentrados em casas (68%) e apartamentos (32%), principalmente com dois dormitórios.
As garantias mais usadas foram depósito caução e seguro-fiança, ambos com 38,6%, seguidos por fiador (15,9%).
Os imóveis mais procurados para locação seguiram concentrados em apartamentos compactos e casas de padrão intermediário, especialmente em regiões com boa mobilidade urbana e acesso a serviços essenciais.
As faixas de aluguel mais praticadas permaneceram concentradas nos imóveis de valor intermediário, refletindo o esforço das famílias em equilibrar orçamento e qualidade habitacional diante do custo de vida elevado.
VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região
Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas