TJ manda de volta para a prisão 12 condenados por integrar quadrilha de agiotagem que movimentou R$ 60 milhões em Franca
08/04/2026
(Foto: Reprodução) Operação contra quadrilha de agiotas apreendeu relógio de luxo e R$ 150 mil
Gaeco
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que voltem a ser presos 12 condenados por fazer parte de uma quadrilha de agiotagem que movimentou mais de R$ 60 milhões em Franca (SP).
Os réus foram condenados em novembro do ano passado, mas haviam sido beneficiados por uma decisão da 3ª Vara Criminal do município que concedeu a eles a liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares.
No novo acórdão, dado em resposta a um pedido do Ministério Público, a maioria dos desembargadores da 8ª Câmara de Direito Criminal do TJ chegou ao entendimento de que os acusados não devem permanecer soltos pois representam risco à ordem pública e às provas do caso.
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A decisão também determinou que as ordens de prisão preventiva sejam expedidas imediatamente.
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Esquema de agiotagem em Franca
As investigações do Ministério Público, que começaram por meio da Operação Castelo de Areia, apontaram que as provas reunidas (interceptações telefônicas, análise de transações bancárias e documentos apreendidos) demonstraram permanência, hierarquia e coordenação entre os envolvidos.
A quadrilha fazia ameaças de morte aos inadimplentes e a pessoas próximas a eles. Cópias das conversas, obtidas pelo MP com autorização da Justiça, foram anexadas às denúncias e, de acordo com os promotores de Justiça, comprovam a violência utilizada pela organização criminosa para reaver o dinheiro.
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A primeira fase da Operação Castelo de Areia ocorreu entre novembro de 2023 e janeiro de 2024, quando sete pessoas acabaram presas suspeitas de movimentar R$ 36 milhões, inicialmente.
Em dezembro de 2024 sete pessoas, entre elas um ex-policial, foram condenadas a 20 anos. Porém, em decisão de segunda instância, a Justiça absolveu o grupo.
Segundo o MP, mesmo com as prisões anteriores, outros integrantes mantiveram a quadrilha ativa e diziam em conversas entre eles que 'nada os intimidaria e, até mesmo, jamais seriam punidos'.
Isso motivou a deflagração da segunda fase da operação, em junho deste ano. Desta vez, as investigações apontaram uma nova movimentação, de cerca de R$ 31 milhões.
Segundo o MP, conversas comprovam violência empregada por quadrilha de agiotas em Franca, SP
Reprodução
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