Tipos de candidíase: saiba quais são e seus tratamentos

  • 11/06/2026
(Foto: Reprodução)
Tipos de candidíase: saiba quais são e seus tratamentos Crédito: Divulgação Coceira, placas brancas na boca, vermelhidão em dobras da pele ou corrimento vaginal podem ter algo em comum: a proliferação de fungos do gênero Candida. Entre os tipos de candidíase, a forma genital é a mais lembrada, mas não é a única. A infecção também pode atingir boca, pele e, em situações graves, corrente sanguínea e órgãos internos. O tratamento costuma envolver algum antimicótico, mas a escolha depende do local afetado, da intensidade dos sintomas, da recorrência e das condições de saúde da pessoa. O que é a candidíase? A candidíase é uma infecção causada por fungos do gênero Candida, especialmente a Candida albicans. Esse fungo pode viver no organismo sem causar doença, mas passa a provocar sintomas quando encontra condições favoráveis para crescer em excesso. Entre os fatores associados estão: queda de imunidade; diabetes; uso prolongado de antibióticos; gravidez; umidade; calor e alterações na microbiota local. O Ministério da Saúde também destaca que espécies não-albicans, como Candida glabrata e Candida krusei, têm ganhado importância em alguns quadros. A candidíase pode se parecer com alergias, dermatites, vaginose bacteriana, aftas, infecções sexualmente transmissíveis e outras micoses. Quais são os tipos de candidíase? Os tipos de candidíase costumam ser classificados de acordo com a região do corpo atingida. As formas mais comuns são genital, oral e cutânea. Nesses casos, o Ministério da Saúde informa que o tratamento depende do estado clínico, da espécie isolada e do perfil de sensibilidade aos antifúngicos. De forma geral, os principais tipos de candidíase são: candidíase genital; candidíase oral; candidíase cutânea. Candidíase genital Entre os tipos de candidíase, a genital é uma das mais frequentes. Nas mulheres, costuma causar coceira intensa, ardor, vermelhidão, dor durante a relação sexual, desconforto ao urinar e corrimento branco, muitas vezes descrito como semelhante a leite coalhado. A Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal, informa que gestação, antibióticos e doenças crônicas alteram a imunidade podem ser fatores que favorecem a proliferação do fungo. Nos homens, pode ocorrer vermelhidão, coceira, ardor, descamação e inflamação na glande ou no prepúcio. Embora possa haver transmissão ou irritação após contato sexual, a candidíase genital não é classificada como uma infecção sexualmente transmissível. Tratamento da candidíase genital O tratamento depende da avaliação clínica. Em quadros leves a moderados, podem ser usados medicamentos tópicos, como o Gino Canesten; em casos graves ou recorrentes, pode haver indicação de terapia oral ou esquemas mais longos. Eliane diz que o clotrimazol é uma das substâncias usadas em tratamentos locais, mas não deve ser escolhido apenas pela semelhança dos sintomas. “Coceira e corrimento também podem ter outras causas, e o uso errado de medicamentos pode atrasar o diagnóstico correto.” Candidíase oral A candidíase oral, popularmente chamada de “sapinho”, aparece principalmente em bebês, pessoas com imunidade reduzida, usuários de próteses dentárias e pacientes que usam corticoides inalatórios sem higiene adequada da boca. Entre os tipos de candidíase, é uma das formas mais visíveis, porque podem surgir placas esbranquiçadas e cremosas: na língua; céu da boca; lábios; parte interna das bochechas e; gengivas ou amígdalas. Tratamento de candidíase oral O tratamento costuma ser local, com medicamentos antifúngicos indicados por profissional de saúde. Em pessoas com quadros agressivos ou imunossupressão, pode ser necessário usar remédios por via oral ou até venosa, conforme gravidade. Medidas de prevenção também contam: higienizar próteses; esterilizar bicos e chupetas; evitar compartilhamento de talheres e; manter boa higiene oral. Em bebês, a persistência das placas, dificuldade para mamar ou irritabilidade devem ser relatadas para o pediatra. Candidíase cutânea A candidíase cutânea aparece na pele, especialmente em áreas quentes, úmidas e de atrito, como virilha, axilas, abaixo das mamas, dobras abdominais e região das fraldas. Entre os tipos de candidíase, essa forma pode ser confundida com assaduras. Os sinais incluem: vermelhidão; coceira; ardor; descamação; fissuras e; pequenas lesões ao redor da área principal. Tratamento de candidíase cutânea O tratamento varia conforme a extensão e a intensidade. Eliane orienta que o tratamento das micoses depende do tipo e deve ser determinado por médico dermatologista. Além do medicamento que será passado, o controle da umidade é decisivo. Secar bem as dobras após o banho, evitar roupas apertadas, preferir tecidos leves e tratar doenças associadas, como diabetes, ajudam a reduzir recorrências. Em bebês, idosos acamados e pessoas com obesidade, a atenção às dobras precisa ser ainda maior. Quando procurar um médico para tratar um dos tipos de candidíase? A avaliação médica é indicada quando os sintomas aparecem pela primeira vez. Também é essencial procurar atendimento em casos recorrentes, gestação, diabetes, imunossupressão, HIV, uso de quimioterapia ou suspeita de candidíase oral persistente. A conduta mais segura é observar o corpo, evitar automedicação repetida e procurar orientação quando houver dúvida, recorrência ou sinais de alerta. Como aliviar cólica: dicas práticas para enfrentar o desconforto da TPM Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/especial-publicitario/rede-drogal/noticia/2026/06/11/tipos-de-candidiase-saiba-quais-sao-e-seus-tratamentos.ghtml


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