Tenente-coronel acusado de matar PM Gisele Alves tem interrogatório marcado para esta segunda em SP
05/10/2026
(Foto: Reprodução) O tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa, a PM Gisele Alves Santana.
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O tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Neto será interrogado pela Justiça nesta segunda-feira (5), às 13h, presencialmente, no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Ele é acusado de matar a esposa, a soldado da PM Gisele Alves, e de tentar fazer parecer que ela havia cometido suicídio em 18 de fevereiro.
O interrogatório ocorre após um novo laudo apontar que é impossível que Gisele tenha atirado contra a própria cabeça da maneira como a cena foi encontrada. Ele é réu por feminicídio e fraude processual. O oficial responde preso ao processo.
Segundo o documento, elaborado pelo Instituto de Criminalística (IC), a dinâmica do disparo é incompatível com a hipótese de que a soldado tenha cometido suicídio. O laudo foi produzido após questionamentos feitos pela defesa do tenente-coronel.
Geraldo nega ter matado a mulher. Desde o início da investigação, ele sustenta que Gisele atirou contra a própria cabeça.
Novo laudo
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O novo laudo analisou a dinâmica do disparo e a posição em que Gisele foi encontrada no apartamento do casal, no Centro da capital paulista. Segundo os peritos, os testes realizados indicam que seria impossível que ela tivesse efetuado o disparo e terminado na posição em que foi localizada.
A perícia também analisou a localização da arma e a altura da soldado. O documento aponta que a arma estava sobre um guarda-roupa de aproximadamente 2 metros de altura, enquanto Gisele tinha 1,65 metro.
Outro ponto analisado foi a trajetória do disparo. Segundo o laudo, o tiro atravessou a cabeça da esquerda para a direita. Gisele era destra.
Os peritos ainda avaliaram a versão apresentada por Geraldo de que ele estava no banheiro quando ouviu o disparo. De acordo com o laudo, ele não teria como visualizar a esposa caída a partir do box.
Morte de Gisele
O tenente-coronel Geraldo Neto, preso por suspeita da morte da esposa Gisele Alves Santana.
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Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com Geraldo e a filha. Ela foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.
Geraldo foi preso e passou a responder pelo crime. A investigação concluiu que ele matou a esposa e tentou alterar a cena para simular um suicídio. O motivo seria o ciúmes e possessividade que ele tinha da esposa, de acordo com o Ministério Público (MP).
O tenente-coronel nega a acusação e afirma que a mulher tirou a própria vida. Em outras ocasiões, ele já chorou durante os interrogatórios que deu à Polícia Civil, que investigou o caso, e a própria PM (veja vídeo acima).
Geraldo também responde a um processo administrativo na corporação, que pode resultar na sua expulsão da PM.