Tecnologia cruza dados de satélite e clima para prevenir incêndios em vegetação no interior de SP
20/08/2026
(Foto: Reprodução) Tecnologia ajuda a prevenir incêndios em vegetação
Divulgação
Uma nova tecnologia passou a ser utilizada pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp) para ajudar na prevenção de incêndios florestais em áreas de vegetação nativa no entorno da Usina Hidrelétrica (UHE) de Porto Primavera, distrito de Rosana (SP), na divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo.
O sistema, chamado CYAN, combina informações de satélite com dados meteorológicos para apontar, com antecedência, as áreas onde há maior risco de incêndios e de queda de raios. Na prática, a ferramenta ajuda a identificar onde a atenção precisa ser concentrada antes que o fogo aconteça.
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A tecnologia contribui para a proteção de cerca de 65 mil hectares de florestas nativas de Cerrado e Mata Atlântica mantidos pela Cesp no entorno do reservatório da usina.
Como funciona?
O sistema cruza dados climáticos e de satélite para indicar onde as condições são mais propícias ao surgimento do fogo. Com essas informações, as equipes de campo conseguem direcionar a vigilância e a resposta para os pontos mais críticos antes que uma ocorrência se inicie.
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“O CYAN atua na etapa de prevenção, cruzando dados climáticos e de satélite para mapear onde as condições são mais propícias ao surgimento do fogo, permitindo que as equipes de campo direcionem vigilância e resposta para os pontos mais críticos antes que uma ocorrência se inicie”, explica Odemberg Veronez, gerente de Sustentabilidade da Cesp.
União de sistemas
O CYAN passou a integrar as ferramentas já utilizadas pela companhia, como o Visiona e o NASA FIRMS. A parceria com a Visiona Espacial, empresa formada pela Embraer Defesa & Segurança e pela Telebras, também foi renovada e ampliada, e agora abrange 100% dos ativos da Cesp.
O sistema utiliza imagens de satélite atualizadas e emite alertas de focos de incêndio a partir de 15 minutos após a detecção, dependendo do posicionamento do satélite. A central de monitoramento também utiliza imagens de acesso público produzidas por satélites da NASA com o objetivo de reduzir ainda mais o tempo de resposta.
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Dessa forma, enquanto o CYAN trabalha na identificação antecipada das áreas de maior risco, os demais sistemas auxiliam na identificação de focos de incêndio que já estão acontecendo.
“Essa previsibilidade, em conjunto com as ferramentas que identificam focos de incêndio já em curso, nos permite a tomada de decisões ainda mais assertivas para a conservação das nossas florestas e proteção dos recursos naturais no território”, explicou Veronez.
Monitoramento 24 horas
Além do monitoramento por satélite, a Cesp mantém outras estruturas para prevenção e combate a incêndios florestais.
Uma nova torre de monitoramento está sendo instalada na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Cisalpina, em Brasilândia (MS). A estrutura será equipada com câmeras de vídeo para permitir a vigilância contínua da região e ficará ligada à Central de Monitoramento da companhia.
A empresa também adquiriu novos equipamentos para as ações de combate, entre eles bombas flutuantes e drones com sensor de calor, que também podem colaborar com a segurança dos brigadistas e com o resgate de animais silvestres.
Atualmente, a Cesp conta com cerca de 40 brigadistas e equipes itinerantes que circulam por áreas prioritárias, inclusive aos fins de semana e feriados.
O monitoramento por satélite é realizado 24 horas por dia. A companhia também mantém um contrato de aeronaves sob demanda para auxiliar no combate a incêndios em locais de difícil acesso, caso seja necessário.
Prevenção também depende da população
Apesar da estrutura de monitoramento e combate, a companhia ressalta que a prevenção dos incêndios também depende da população. Segundo Odemberg, a maioria dos incêndios florestais é provocada por ação humana, de forma intencional ou não.
“É importante reforçar que estamos tomando todas as medidas necessárias para prevenir e combater incêndios e proteger as nossas florestas nativas. Porém, é essencial a colaboração de todos nessa luta”, pontua.
O gerente ainda alerta para os impactos que um incêndio de grandes proporções pode provocar: “Um incêndio de grandes proporções coloca em risco a vida de animais silvestres e pode afetar comunidades inteiras”.
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