Suspensão de terapias para crianças com autismo preocupa famílias no interior de SP
11/03/2026
(Foto: Reprodução) Sem repasses, clínicas suspendem atendimento de terapia a crianças autistas em Araras
Famílias de Araras (SP) estão preocupadas com a suspensão dos atendimentos de crianças com autismo em clínicas conveniadas ao São Luís Saúde por conta de atraso em repasses. Pais e responsáveis afirmam que a interrupção das terapias tem impactado diretamente o desenvolvimento e a rotina dos filhos.
A EPTV, afiliada da TV Globo, entrou em contato com o convênio São Luís Saúde, mas não obteve retorno até a última atualização dessa reportagem.
Já as clínicas Neurobrink e Espaço Guiar informaram que os atendimentos seguem suspensos por tempo indeterminado e só retornarão mediante a regularização das pendências financeiras.
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Tratamento interrompido
Crianças com autismo tem tratamento interrompido em Araras, SP
Leandro Vicari/EPTV
Ingryd Adriana de Moraes, funcionária pública e mãe do Gabriel, lembra que o filho também tinha autismo nível 3 e conseguiu evoluir para o nível 1 após anos de tratamento.
“Eu tinha muito medo de não ter alguma coisa no futuro. Eu queria pelo menos o mínimo e hoje eu tenho tudo, graças a Deus.”, disse.
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Segundo Ingryd, a clínica informou que a suspensão ocorreu por falta de repasse financeiro e que não há previsão de regularização. “É uma coisa que eles precisam, as crianças precisam das terapias e eles correm um risco muito grande de regressão", disse.
Lorrayne Pasqualini, autônoma e mãe do Hugo, conta que o filho foi diagnosticado com autismo nível 3 e faz terapias diariamente das 7h às 11h30 antes de ir para a escola.
“Agora a gente não tem nenhuma previsão de nada. Simplesmente o convênio fica mudo, agora a clínica também fica muda porque eles não têm mais o que falar para gente. Agora todo mundo está em silêncio", disse Lorrayne.
“Eles passaram que já tava tendo um atraso da parte do convênio, que desde setembro eles tavam atrasando a mensalidade com eles. E foi feito um acordo em dezembro que eles parcelaram com a clínica. E desse acordo que foi feito, eles pagaram uma ou duas [parcelas]", afirmou Majoy Sgobbi, corretora de imóveis e mãe de criança com autismo.
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