Salas fechadas, aulas suspensas, rodízio: problemas estruturais em escolas estaduais de SP afetam estudantes

  • 01/04/2026
(Foto: Reprodução)
Escolas estaduais de SP enfrentam problemas estruturais; alunos têm aulas suspensas e rodízio por falta de salas Problemas estruturais em duas escolas estaduais de São Paulo têm prejudicado centenas de estudantes desde o início do ano letivo. Na Escola Estadual Orville Derby, na Vila Formosa, Zona Leste, mais de 900 alunos do ensino fundamental II e do ensino médio estão em esquema de rodízio semanal por falta de salas de aula. No Centro, a Etec Santa Ifigênia enfrenta infiltrações, rachaduras, salas interditadas e banheiros fechados, afetando cursos técnicos como gastronomia, panificação e confeitaria. Segundo pais e responsáveis, o prédio da E.E. Orville Derby teve parte do teto destelhado por uma forte chuva em dezembro. Mesmo com o período de férias, os reparos não foram concluídos. As salas do andar superior continuam fechadas por infiltrações e falta de condições de uso. Com menos espaços disponíveis, a direção adotou um sistema de revezamento: turmas do 8º e do 9º ano do fundamental e do 1º ao 3º do ensino médio frequentam a escola em semanas alternadas. Na Escola Estadual Orville Derby, na Vila Formosa, Zona Leste, mais de 900 alunos do ensino fundamental II e do ensino médio estão em esquema de rodízio semanal por falta de salas de aula. Reprodução/TV Globo Um comunicado divulgado no começo do ano informava que o rodízio valeria até 27 de março. Mas, sem obras concluídas, um novo aviso estendeu a medida até o fim de abril. Famílias relatam impacto direto na rotina. “O que afeta é esse revezamento. Tenho dois filhos; uma semana um vem, outra semana, não. Eu trabalho longe, preciso sair mais cedo pra buscar meu filho”, disse Thaís Gomes. A preocupação também é com a aprendizagem. “Como que eles vão aprender? E depois, como vão repor essas aulas?”, questionou Regiane de Castro, cuidadora. Mesmo quando ficam em casa, alunos dizem que não conseguem acompanhar as atividades online. Pais relatam que a plataforma do governo falha com frequência. Salas interditadas e cozinhas paradas A poucos metros da Estação da Luz, a Etec Santa Ifigênia também enfrenta problemas estruturais. Estudantes relataram à TV Globo infiltrações, rachaduras e água acumulada no teto do prédio, o que teria comprometido a fiação de parte das salas do 4º e do 5º andares. Cursos técnicos ligados a gastronomia e panificação estão especialmente afetados. Equipamentos foram cobertos com sacos plásticos para proteger da água que pinga do teto e cozinhas inteiras permanecem fechadas desde o início do ano — entre elas, a maior cozinha usada pelos estudantes de gastronomia e a chamada “cozinha teste”. À noite, parte do prédio fica às escuras devido à falta de energia. “Eu me sinto desvalorizada como aluna. A gente passa por muitas precarizações e parece que não olham para a gente”, afirmou Maria Laura Queiroz, estudante da unidade. “A gente já procura algo público porque não tem recurso. E ainda assim tem que se virar”, disse Naira Princiis, colega de curso. Não é a primeira vez que a Etec enfrenta problemas: em agosto do ano passado, a unidade ficou cerca de três meses sem energia por falhas internas. Etec Santa Ifigênia está há 84 dias sem luz Além das salas fechadas e da falta parcial de luz, estudantes relatam que vários banheiros estão trancados. Nos que ficam abertos, há cabines interditadas com vasos sanitários cobertos com sacos plásticos, sem condições de uso. “Eu já pensei até em trancar o curso. Sempre foi meu sonho estudar gastronomia, mas chegar aqui todo dia e ver esse descaso é revoltante”, disse Jonathan Fernandes, aluno da Etec. O que dizem as escolas Em nota, a Secretaria Estadual da Educação informou que vai concluir as obras na Escola Estadual Orville Derby em até 180 dias, mas não respondeu sobre as dificuldades de acesso à plataforma Sala do Futuro. Sobre os problemas na Etec Santa Ifigênia, o Centro Paula Souza afirmou que há energia em todos os andares e que a unidade possui dez banheiros e, quando alguns estão interditados, segundo o órgão, os alunos podem utilizar outros. Disse ainda que as obras na escola devem começar em abril, com prazo de conclusão de 150 dias.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/04/01/salas-fechadas-aulas-suspensas-rodizio-problemas-estruturais-em-escolas-estaduais-de-sp-afetam-estudantes.ghtml


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