Saiba como é a penitenciária no interior de SP onde MC Ryan passou 14 dias preso

  • 22/05/2026
(Foto: Reprodução)
MC Ryan SP deixou presídio em Mirandópolis (SP) após decisão da Justiça Federal Muryel Boian/TV TEM Conhecida como “espinha de peixe”, a Penitenciária II de Mirandópolis (SP), onde o MC Ryan SP ficou 14 dias preso, tem atualmente uma população carcerária de 1.661 detentos, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). O cantor deixou o local no dia 14 de maio após decisão da Justiça Federal que concedeu habeas corpus. Ele havia sido preso em 15 de abril durante uma megaoperação contra uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão. Entenda abaixo. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Na ocasião, o artista foi preso em uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista, e encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) Belémzinho, em São Paulo (SP), onde permaneceu até 30 de abril. Em seguida, MC Ryan SP foi transferido para Mirandópolis e ficou em regime de reclusão até a determinação da soltura. Quando deixou a unidade, o MC negou os crimes e cantou uma música que cita o período dentro do presídio. Penitenciária em Mirandópólis (SP) Divulgação / SIFUSPESP A Penitenciária ASP “Lindolfo Terçariol Filho” em Mirandópolis tem capacidade para receber até 1.247 detentos em Mirandópolis. Até esta sexta-feira (21), 1.661 pessoas estavam em reclusão na unidade. Conforme divulgado pela SAP, o modelo de prisão “espinha de peixe” também é conhecido como “poste telegráfico” e consiste em uma arquitetura penitenciária caracterizada por um longo corredor centralizado, com extensão perpendicular, além de várias alas ou pavilhões de celas semelhantes ao esqueleto de um peixe. O design da penitenciária foi desenvolvido por Francisque Poussin, em 1898, e colocado em prática no final do século XIX. O corredor principal permite a conexão com os diferentes setores do prédio, como refeitórios, blocos de celas, áreas de visita e oficinas, facilitando a supervisão e o controle dos detentos por parte dos agentes de segurança. Penitenciária ASP “Lindolfo Terçariol Filho” em Mirandópolis (SP) Google Street View No Brasil, o modelo foi utilizado em grandes complexos penitenciários durante o século XX, como, por exemplo, o Carandiru, na capital paulista. A unidade de Mirandópolis tem seis pavilhões habitacionais, setores de inclusão, enfermaria, escola, cozinha e padaria. O local funciona em regime fechado de reclusão e recebe presos provisórios e condenados por crimes, exceto aqueles por violência e exploração sexual. O quadro de funcionários é composto por policiais penais, servidores administrativos e profissionais da área da saúde, dentre eles médicos, dentistas, psicólogos e assistentes sociais. MC Ryan SP cantou uma das músicas feitas durante o período em que esteve preso em Mirandópolis (SP) Muryel Boian/TV TEM Como foram os dias na prisão Segundo a SAP, durante o período de reclusão, MC Ryan SP permaneceu em regime de observação no setor de inclusão entre 30 de abril e 4 de maio. Depois, foi encaminhado ao Pavilhão Habitacional I, onde iniciou o convívio com os outros detentos. Ao longo de 14 dias em Mirandópolis, o cantor teve acesso à alimentação, intervalos para banho de sol, além de atividades esportivas, leitura e dinâmicas religiosas. MC Ryan SP deixa presídio no interior de SP após decisão da Justiça Federal Investigação A Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal, investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. Segundo a investigação, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, contas de passagem, criptomoedas e remessas ao exterior. Na decisão, a desembargadora afirmou que a prisão preventiva não poderia ser mantida sem elementos suficientes para o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal. Conforme o despacho, até o momento nenhum dos investigados foi formalmente denunciado, e a Polícia Federal solicitou mais 90 dias para concluir diligências e perícias. “É incongruente entender que não há provas para a formação da opinio delicti e manter a prisão preventiva”, escreveu a magistrada ao citar entendimento anterior da 5ª Turma do TRF-3. O documento também destaca que a prisão cautelar não pode ser usada como instrumento para facilitar investigações e que não havia demonstração concreta de que o cantor pudesse interferir na produção de provas. Segundo a decisão, os equipamentos eletrônicos e materiais considerados relevantes para a apuração já haviam sido apreendidos pela Polícia Federal. Os desembargadores ainda apontaram excesso de prazo na investigação, entendendo que, apesar da complexidade do caso, os prazos previstos no Código de Processo Penal para conclusão do inquérito e apresentação de denúncia não estavam sendo respeitados. Colar com imagem de Pablo Escobar e armas foram apreendidos pela PF contra MC Ryan SP e MC Poze do Rodo Divulgação/PF A Justiça também concedeu liberdade a Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo. Os influenciadores Chrys Dias e sua esposa, Débora Paixão, também foram beneficiados pela medida. Segundo a Polícia Federal, empresas ligadas ao setor musical e de entretenimento teriam sido usadas para misturar receitas lícitas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais. No inquérito, MC Ryan SP é apontado como suposto “beneficiário final” da estrutura investigada. Operação Narco Fluxo A Operação Narco Fluxo foi resultado de uma investigação que começou muito antes dos mandados de busca e prisão. Segundo a Polícia Federal, o ponto de partida foi a análise de arquivos armazenados no iCloud, sistema de armazenamento em nuvem da Apple, do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos durante uma operação anterior, a Narco Bet, que já era derivada da Operação Narco Vela, ambas deflagradas em 2025. A investigação atual nasceu de provas reunidas durante a Operação Narco Bet, de outubro de 2025, instaurada após a Narco Vela, de abril do mesmo ano. As operações apuravam lavagem de dinheiro ligada a apostas, tráfico internacional de drogas, grandes quantias em espécie, transferências bancárias e criptoativos. Segundo a decisão judicial, o núcleo de inteligência da PF analisou arquivos do iCloud de Rodrigo de Paula Morgado, identificado como contador e operador financeiro do grupo. MC Ryan SP Reprodução A partir disso, os investigadores encontraram indícios de uma organização criminosa voltada à lavagem de capitais, com agentes responsáveis pela captação, internalização, custódia e redistribuição de dinheiro em espécie. Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Policiais também encontraram armas e um colar com uma imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar em um mapa do estado de São Paulo. No total, 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão foram cumpridos em oito estados e no Distrito Federal. A investigação segue em andamento, e a PF não descartou novas fases da operação. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/05/22/saiba-como-e-a-penitenciaria-no-interior-de-sp-onde-mc-ryan-passou-14-dias-preso.ghtml


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