Quem são os quatro denunciados por monitorar promotor Lincoln Gakiya e coordenador de presídios para o PCC

  • 28/07/2026
(Foto: Reprodução)
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya e do coordenador de presídios Roberto Medina, da Secretaria de Administração Penitenciária. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo A denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra quatro suspeitos de integrar um núcleo da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) detalha a função que cada um deles exerceria no monitoramento do promotor de Justiça Lincoln Gakiya e do secretário de Administração Penitenciária, Roberto Medina. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas para coletar e repassar informações que poderiam subsidiar atentados contra as autoridades. De acordo com a denúncia, os quatro integravam, desde pelo menos junho de 2025, uma estrutura do PCC voltada ao levantamento de endereços, rotinas, trajetos, fotografias, vídeos e informações sobre agentes públicos. O material seria encaminhado à chamada "Sintonia Restrita", setor da facção apontado pelo Ministério Público como responsável por coordenar ações estratégicas, incluindo atentados contra autoridades. Entenda o plano descoberto do PCC para matar promotor e coordenador de presídios de SP Dos quatro denunciados, dois já estão presos por outros processos relacionados ao tráfico de drogas. Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, o "Corinthinha", e Sérgio Garcia da Silva, o "Messi", cumprem prisão na Penitenciária de Avaré I. Já Victor Hugo da Silva, o "VH" ou "Falcão", e Adilson Audinir Oliveira Junior, o "Ju Machado", respondem em liberdade. Na denúncia, o MP-SP pediu a prisão preventiva dos dois, sob o argumento de que eles poderiam continuar atuando em favor da organização criminosa. O g1 não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos denunciados até a última atualização desta reportagem. Veja abaixo quem são os denunciados e qual o papel atribuído a cada um deles pela investigação: Victor Hugo da Silva, o "VH" ou "Falcão" Victor Hugo da Silva, o "VH" ou "Falcão". Reprodução Victor Hugo da Silva, de 20 anos, é apontado pelo MP-SP como o responsável pelo monitoramento de Roberto Medina em Presidente Venceslau, no interior paulista. Segundo a denúncia, a investigação começou justamente após a prisão dele, em 2025, quando um celular apreendido revelou mensagens, fotografias, vídeos, pesquisas sobre veículos e registros relacionados à rotina do coordenador da Croeste. A partir da análise desse aparelho, o Gaeco identificou os demais integrantes do grupo. De acordo com os promotores, Victor Hugo utilizava o codinome "Falcão" nas conversas interceptadas e enviava as informações coletadas em campo para outro integrante da organização, identificado como "Maurício", posteriormente reconhecido como Wellison Rodrigo Bispo de Almeida. Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, o "Corinthinha" ou "Maurício" Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, o "Corinthinha" ou "Maurício". Reprodução Segundo a denúncia, Wellison ocupava uma posição estratégica na estrutura investigada. Preso em outro processo por tráfico de drogas, ele seria o destinatário das informações produzidas por Victor Hugo e o responsável por centralizar esse material antes de encaminhá-lo à "Sintonia Restrita" do PCC. A investigação aponta que arquivos encontrados no celular de Wellison eram idênticos aos localizados no aparelho de Victor Hugo, indicando que ele recebia e armazenava os registros do monitoramento. O Ministério Público também afirma que Wellison era uma pessoa de confiança da facção e que Sérgio Garcia da Silva atuava diretamente sob sua coordenação. Sérgio Garcia da Silva, o "Messi" Sérgio Garcia da Silva, o "Messi". Reprodução Sérgio Garcia da Silva é apontado como o integrante responsável por monitorar a rotina do promotor de Justiça Lincoln Gakiya em Presidente Prudente. Segundo a denúncia, ele realizava levantamentos sobre os deslocamentos e hábitos do promotor e mantinha contato frequente com Wellison. Sérgio foi preso em outro processo por tráfico de drogas. Na ocasião, policiais apreenderam três celulares. Em um deles, segundo o MP-SP, havia registros relacionados ao monitoramento de autoridades públicas. Os promotores afirmam ainda que ele negou ser o proprietário do aparelho, mas a perícia concluiu que o telefone armazenava informações relevantes para a investigação. Adilson Audinir Oliveira Junior, o "Ju Machado" Na denúncia, Adilson aparece como o responsável por dar suporte às comunicações do grupo e auxiliar na eliminação de provas digitais. Segundo o Ministério Público, ele foi identificado após a análise de mensagens encontradas no celular de Sérgio e de uma carta apreendida durante as investigações. Para os promotores, Adilson orientava a exclusão de conversas, auxiliava na ocultação de conteúdos considerados comprometedores e atuava como interlocutor em tratativas sensíveis da organização criminosa. Como funcionava o grupo Segundo o Gaeco, a investigação identificou uma divisão de tarefas entre os quatro denunciados. Victor Hugo seria responsável por levantar informações sobre Roberto Medina em Presidente Venceslau. Wellison receberia e centralizaria esses dados antes de repassá-los à estrutura superior da facção. Sérgio monitoraria a rotina do promotor Lincoln Gakiya em Presidente Prudente. Já Adilson daria apoio às comunicações do grupo e ajudaria a apagar vestígios digitais. Para o Ministério Público, esse fluxo estruturado demonstra que os denunciados atuavam de forma coordenada para abastecer a "Sintonia Restrita", incluindo atentados contra autoridades públicas. O promotor de Justiça Lincoln Gakiya e do coordenador de presídios Roberto Medina, da Secretaria de Administração Penitenciária. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo Plano Em outubro do ano passado, o MP-SP e a Polícia Civil deflagraram uma operação que revelou um plano do PCC para executar Gakiya e Medina. De acordo com as investigações, os criminosos alugaram uma casa de luxo a menos de um quilômetro do condomínio onde vive o promotor e usaram até drones para monitorar por meses a rotina dele e de Medina. As ordens para os ataques partiram de dentro de presídios federais e seriam executadas por integrantes da facção em liberdade. Ao todo, 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sete cidades do interior paulista.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/07/28/quem-sao-os-quatro-denunciados-por-monitorar-promotor-lincoln-gakiya-e-coordenador-de-presidios-para-o-pcc.ghtml


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