Polícia investiga como estudante de medicina que morreu intoxicada por arsênio conseguiu substância no interior de SP
16/03/2026
(Foto: Reprodução) Polícia investiga como estudante de medicina que morreu intoxicada conseguiu substância
A Polícia Civil investiga como a estudante de medicina Carolina Andrade Zar, de 22 anos, conseguiu acesso ao arsênio que causou a morte dela em Marília (SP).
A jovem morreu após sofrer intoxicação aguda pela substância, caracterizando envenenamento por agente químico, segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML).
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Carolina foi encontrada desacordada em maio de 2025, em Marília, e morreu no mesmo dia após ser socorrida e levada a um hospital da cidade. O caso havia sido inicialmente registrado como suicídio.
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A partir da conclusão pericial, a Polícia Civil passou a investigar a possível participação de terceiros na morte da jovem. O documento foi concluído no fim de janeiro de 2026, e o g1 teve acesso ao resultado.
Laudo do IML concluiu que Carolina Andrade Zar, de 22 anos, morreu por intoxicação por arsênio
Arquivo pessoal
A defesa da família sustenta que o então namorado de Carolina pode ter tido influência direta nos acontecimentos que antecederam a morte da estudante. A suspeita está relacionada, entre outros pontos, a um aborto que teria sido provocado em 2024, por influência do rapaz.
Para o advogado da família, Caio Silva, a confirmação da presença de arsênio representa um avanço importante na investigação.
"Com essa confirmação pericial, as diligências passam a se concentrar na identificação da origem da substância e na verificação de eventual participação de terceiros na sua obtenção", afirmou.
Polícia Civil de Marília vai investigar morte da estudante de medicina Carolina Andrade Zar
Arquivo pessoal
Segundo a Polícia Civil, o caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília, que aguarda o resultado da perícia em dispositivos eletrônicos da estudante apreendidos durante a investigação.
"A análise desses dispositivos poderá permitir a recuperação de mensagens e registros de comunicação relevantes para a compreensão dos fatos", disse o advogado da família da jovem, Caio Silva.
Laudo do IML concluiu que Carolina Andrade Zar, de 22 anos, morreu por intoxicação por arsênio
Arquivo pessoal
Suspeita de aborto induzido
O inquérito sobre a morte da estudante foi instaurado em 26 de maio de 2025 para apurar possíveis crimes relacionados ao caso.
Entre as hipóteses investigadas estão aborto provocado, que teria ocorrido em 2024, e possível indução ao suicídio, supostamente cometidos pelo ex-namorado da jovem.
Carolina Andrade Zar, de 22 anos, morreu em abril de 2025
Arquivo pessoal
Durante as investigações, o celular e o tablet de Carolina foram apreendidos. Segundo o pai da estudante, o advogado Fauez Zar Junior, os aparelhos contêm arquivos, capturas de tela de conversas e outros materiais que apresentariam a versão da jovem sobre acontecimentos que antecederam a morte.
"Ela fez um dossiê com umas 65 páginas, tudo com mensagens e explicações. Deixou gravado um áudio de 17 minutos, como se fosse o depoimento dela", contou em entrevista ao g1.
Nos registros, segundo o pai, a jovem relata ter sido submetida a um aborto induzido pelo então namorado.
"Ele fez o aborto com as próprias mãos. Ele deu para ela o remédio e, depois, ficou forçando a barriga dentro de um hotel", afirmou ao g1.
Ainda segundo Fauez Zar Junior, o comportamento do ex-companheiro teria agravado o quadro de depressão enfrentado pela filha.
"Ele falou para ela: 'Vamos tirar [o feto], a gente termina os estudos, depois casa e tem um filho'. Depois que o aborto aconteceu, ele começou a dar as costas para ela. Foi aí que ela entrou em depressão", relatou.
O g1 não teve acesso ao material citado pela família, já que o processo corre sob segredo de Justiça, e tenta contato com a defesa do ex-namorado da jovem.
Caso é investigado pela Polícia Civil de Marília
Reprodução/TV TEM
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