Polícia fecha 'central de golpes' que funcionava em prédio comercial na Avenida Faria Lima, centro financeiro de SP

  • 23/01/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia fecha central de golpes que funcionava em prédio comercial na Avenida Faria Lima Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEHabilitar ViewportPlayA polícia fechou na quinta-feira (22) uma "central de golpes" instalada em um prédio comercial na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste de São Paulo, área considerada um dos principais centros financeiros do país.Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a localização da base era usada para dar aparência de legitimidade ao esquema fraudulento. No endereço funcionava uma empresa híbrida: parte das atividades era voltada a cobranças legítimas e outra era dedicada à aplicação de golpes. No local, foram apreendidos documentos utilizados durante os contatos com as vítimas.Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALA ação ocorreu no âmbito da Operação "Título Sombrio, conduzida por policiais da 4ª Delegacia da DCCIBER (Investigações sobre Lavagem e Ocultação de Ativos Ilícitos por Meios Eletrônicos). As investigações identificaram o funcionamento de uma falsa central de cobrança.Os policiais também estiveram em uma base do grupo em Carapicuíba, na Grande São Paulo, onde outra unidade da fraude funcionava. Ao todo, 12 suspeitos foram encaminhados à sede da DCCIBER para verificação da participação nos golpes.Como funcionava o esquemaArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALDe acordo com os policiais, o golpe consistia em, a partir de informações obtidas de forma ilícita, abordar pessoas com a alegação de recuperação de “créditos podres”. As vítimas, principalmente idosos, eram convencidas a ressarcir valores que não deviam.O esquema funcionava, segundo os investigadores, devido ao nível de ameaças feitas pelos operadores. A estratégia incluía o envio massivo de mensagens que simulavam ordens judiciais e bloqueios de CPF. As pessoas eram então direcionadas ao atendimento telefônico.Durante as ligações, os operadores se apresentavam como integrantes de setores de cobrança e jurídico. Eles alegavam que poderiam ocorrer penhoras, protestos e bloqueios de benefícios.As investigações apontaram, ainda, que os envolvidos criaram uma estrutura criminosa na qual empresas responsáveis pela operação compartilhavam sócios, endereços, dados operacionais e contábeis.Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTAL A polícia de São Paulo fechou na quinta-feira (22) uma "central de golpes" instalada em um prédio comercial na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste, área considerada um dos principais centros financeiros do país. A partir de dados obtidos de forma ilícita, os criminosos abordavam as vítimas, principalmente idosos, alegando a recuperação de 'créditos podres', e as convenciam a pagar valores que não deviam. Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a localização da base era usada para dar aparência de legitimidade ao esquema fraudulento. No endereço funcionava uma empresa híbrida: parte das atividades era voltada a cobranças legítimas e outra era dedicada à aplicação de golpes. No local, foram apreendidos documentos utilizados durante os contatos com as vítimas. Central de golpes encontrada pelo Deic na Av. Brigadeiro Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. Divulgação/Deic A ação ocorreu no âmbito da Operação "Título Sombrio, conduzida por policiais da 4ª Delegacia da DCCIBER (Investigações sobre Lavagem e Ocultação de Ativos Ilícitos por Meios Eletrônicos). As investigações identificaram o funcionamento de uma falsa central de cobrança. Os policiais também estiveram em uma base do grupo em Carapicuíba, na Grande São Paulo, onde outra unidade da fraude funcionava. Ao todo, 12 suspeitos foram encaminhados à sede da DCCIBER para verificação da participação nos golpes. Como funcionava o esquema Tela de central de golpes encontrada pelo Deic na Av. Brigadeiro Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. Divulgação/Deic De acordo com os policiais, o golpe consistia em, a partir de informações obtidas de forma ilícita, abordar pessoas com a alegação de recuperação de “créditos podres”. As vítimas, principalmente idosos, eram convencidas a ressarcir valores que não deviam. O esquema funcionava, segundo os investigadores, devido ao nível de ameaças feitas pelos operadores. A estratégia incluía o envio massivo de mensagens que simulavam ordens judiciais e bloqueios de CPF. As pessoas eram então direcionadas ao atendimento telefônico. Durante as ligações, os operadores se apresentavam como integrantes de setores de cobrança e jurídico. Eles alegavam que poderiam ocorrer penhoras, protestos e bloqueios de benefícios. As investigações apontaram, ainda, que os envolvidos criaram uma estrutura criminosa na qual empresas responsáveis pela operação compartilhavam sócios, endereços, dados operacionais e contábeis. Central de golpes encontrada pelo Deic na Av. Brigadeiro Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. Divulgação/DEIC

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/01/23/policia-fecha-central-de-golpes-que-funcionava-em-predio-comercial-na-avenida-faria-lima-centro-financeiro-de-sp.ghtml


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