Paralisação de motoristas do transporte público deixa Taubaté sem ônibus nesta quarta-feira
21/10/2026
(Foto: Reprodução) Paralisação deixa passageiros sem ônibus em Taubaté
O transporte público de Taubaté ficou paralisado na manhã desta quarta-feira (21), sem circular na cidade. Segundo o sindicato dos motoristas, a paralisação foi motivada pelo atraso no pagamento de um vale salarial.
A paralisação dos motoristas do transporte público de Taubaté foi encerrada na tarde desta quarta-feira (21). Às 14h10, o sindicato da categoria informou ao repórter Gabriel Guimarães, da Rede Vanguarda, que os salários foram depositados e que os ônibus já estão liberados para circular - saiba mais clicando aqui.
O g1 apurou que os ônibus não saíram da garagem da ABC Transportes. Com isso, os passageiros foram afetados pela interrupção do serviço.
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Segundo Ronaldo Costa, presidente do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, o vale salarial deveria ter sido depositado na conta dos trabalhadores nesta terça-feira (20), mas não foi pago.
Ao meio-dia, o sindicato liberou os funcionários do primeiro turno e aguardava a chegada dos trabalhadores do segundo turno, mas a paralisação dos ônibus em Taubaté continuava.
Os funcionários que chegarem para o segundo turno iriam aguardar o pagamento. Costa afirmou que a paralisação iria continuar caso o dinheiro não fosse depositado.
“Não caiu nada até agora. O pessoal já está trocando de turno e, por isso, vai embora para casa. Quem chegar para o segundo turno vai aguardar o dinheiro cair na conta. Se não cair hoje nem amanhã, a paralisação deve continuar até que o pagamento seja feito. Mas estamos na expectativa de que o valor seja depositado. Espero que a empresa agilize isso, porque eu sei o quanto a população está pagando o pato, mas o trabalhador também não tem como trabalhar sem salário", afirmou.
Paralisação impede saída de ônibus da garagem e afeta transporte público em Taubaté, SP
Reprodução/TV Vanguarda
Cerca de 200 funcionários participam da paralisação, entre aproximadamente 120 motoristas e outros trabalhadores da empresa. De acordo com o sindicato, duas assembleias foram realizadas na manhã desta quarta-feira para tentar negociar uma solução.
A paralisação afetou mais de 30 linhas de ônibus operadas pela ABC Transportes, empresa contratada pelo município para operar o transporte público.
Segundo o sindicato, a ABC Transportes informou que o pagamento não foi feito por causa de um atraso no repasse de recursos pela Prefeitura de Taubaté.
Em nota, a Busvale, Associação das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros do Vale do Paraíba, informou que a ABC Transportes foi surpreendida, na manhã desta quarta-feira (21), por uma paralisação da categoria, que está obstruindo a saída dos veículos da garagem da empresa.
"A situação tem gerado insegurança entre os colaboradores e ocasionou atrasos em algumas linhas do transporte público municipal. Na terça-feira (20), a empresa comunicou aos colaboradores que, em razão de dificuldades financeiras momentâneas, não seria possível realizar o pagamento do adiantamento salarial na data prevista. No comunicado, informou que o sindicato já havia sido notificado e manifestou a expectativa de regularizar o pagamento nos próximos dias, conforme a entrada de recursos prevista", diz a nota.
"A Busvale acompanha a situação e reforça a importância do diálogo entre as partes para buscar uma solução que minimize os impactos à população e permita o restabelecimento da normalidade da operação o mais breve possível", completou na nota.
Já a Prefeitura de Taubaté disse que "realizou, às 8h desta quarta-feira (21), o repasse dos recursos destinados ao adiantamento salarial dos motoristas do transporte público, previsto inicialmente para terça-feira (20). Com isso, a Prefeitura aguarda a confirmação do crédito nas contas dos trabalhadores e a retomada integral do transporte coletivo".
Ainda segundo a prefeitura, a paralisação teve início na madrugada desta quarta, "sem aviso prévio à administração municipal e sem a manutenção dos serviços indispensáveis à população, conforme previsto em contrato. A Prefeitura ressalta que o transporte coletivo é considerado serviço essencial pela Lei Federal nº 7.783/1989. O caso será encaminhado pela Secretaria de Mobilidade Urbana à Procuradoria-Geral do Município para avaliação das medidas cabíveis".
A administração municipal alega que "em 2026 houve um aumento dos valores destinados ao transporte público em decorrência de um aditivo contratual firmado em 2023, que prorrogou a concessão até 2034 e estabeleceu a mudança do modelo de remuneração da empresa, de passageiros transportados para quilômetros rodados, ampliando significativamente os custos do contrato para o município. Paralelamente, a Prefeitura mantém tratativas com a concessionária sobre questões relacionadas ao contrato, buscando garantir a regularidade e a continuidade do transporte público".
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