No g1, candidatos ao Senado por SP discutem infiltração do crime organizado, anomalias nas relações entre Poderes e emendas parlamentares

  • 25/09/2026
(Foto: Reprodução)
Simone Tebet, Marina Silva, Soninha Francine e Geraldo Rufino no debate com candidatos ao Senado pelo g1 Bob Paulino/Globo O g1 promoveu nesta sexta-feira (25) um debate com candidatos ao Senado por São Paulo. Com mediação da jornalista Ana Paula Campos, o encontro, realizado em estúdio na redação da TV Globo na capital paulista, será transmitido no site e nos perfis do portal no YouTube, no TikTok e no Instagram. Participam do debate Geraldo Rufino (Podemos), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania). Os candidatos André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) haviam confirmado presença, mas anunciaram nesta que não iriam participar. Os lugares permanecerão vazios. Pela primeira vez, o g1 realiza uma série de debates com candidatos ao Senado, ampliando o espaço para a discussão de propostas, destacando a importância decisiva da eleição para a composição da Casa e para a governabilidade do país. Os encontros aconteceram desde o início deste mês também em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Pernambuco, além das afiliadas de Ceará, Piauí, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (veja mais abaixo). A iniciativa busca ampliar o espaço para a discussão de propostas e contribuir para que os eleitores conheçam os concorrentes. Em outubro, o eleitor poderá votar em dois nomes para o Senado. O g1 mostra a seguir como foi o debate: Meio ambiente Crime organizado Relação entre Poderes Trabalho e emprego Educação Emendas parlamentares Considerações finais 1. Meio ambiente Marina Silva defendeu investimentos para adaptar 177 municípios a eventos extremos; Simone Tebet disse que concessão da Enel precisa ser revista e até extinta; Soninha Francine falou em segurança hídrica e Geraldo Rufino priorizou saneamento. Soninha falou em "plantar água" como sugestão para recuperar nascentes. "A gente tem os ataques às margens dos rios, seja porque são levadas pelas enxurradas por um desmatamento em outro lugar ou porque são ocupadas indevidamente por atividades humanas. Tem a poluição ou pior, a contaminação dos rios. Então o problema gravíssimo e a gente tem, como se diz hoje em dia, de plantar água." Simone Tebet (PSB) defendeu três frentes para o meio ambiente, “é importante nós lembrarmos que meio ambiente anda junto com o desenvolvimento, indústria e meio ambiente". Também citou que a "Enel precisa sair do estado de São Paulo, e a mesma coisa em relação à Sabesp". "Eu sou a favor de privatizações, mas quando elas são bem-feitas. Neste caso, é preciso rever essas cláusulas para garantir serviços de qualidade para as pessoas." Para Marina, "meio ambiente é a base de tudo, e pensar em meio ambiente é pensar em desenvolvimento, pensar em ciência, tecnologia, inovação, emprego e renda para as pessoas". A candidata também informou que "177 municípios paulistas são vulneráveis às mudanças do clima", atingindo cerca de 1 milhão de habitantes. "Em relação à questão do enfrentamento da emergência climática, são 177 municípios que são vulneráveis, segundo o Cemaden. Precisam de obras de encosta de drenagem. Muitas pessoas vivem em áreas de alto risco. Essas pessoas precisam de moradia digna e vou trabalhar muito no Senado para que essas pessoas tenham acesso à moradia." O candidato Geraldo Rufino (Podemos) citou que é preciso preocupação em retirar pessoas em situação de vulnerabilidade em favelas: "Nós temos um problema crônico que está acontecendo aqui agora nas periferias favela comunidade, as palafitas, onde as crianças convivem com rato, tudo com problema de saneamento, saneamento básico como com- complementando que a Simone não conseguiu completar o Alto Tietê tem um problema cara 80% de certos municípios 80% do esgoto não tratado. Isso está mexendo com a saúde das pessoas. Isso está acabando com famílias, então.” 2. Crime organizado Tebet afirmou que "o PCC já está dentro da Prefeitura de São Paulo", ao citar as suspeitas investigadas de infiltração da facção no transporte coletivo da capital. Ela também disse que há suspeitas de envolvimento com o PCC dentro da estrutura da Segurança Pública estadual e alertou para o avanço de milícias em São Paulo. A candidata pontuou que "São Paulo não pode virar um Rio de Janeiro" no sentido de não permitir que a facção se infiltre no poder público. Simone também citou a necessidade do enfrentamento às milícias e lamentou a não participação do candidato Guilherme Derrite, que é ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo. E lamentou as suspeitas de que ministros do STF teriam contratos milionários com Daniel Vorcaro. "O Senado vai ter que fazer o que, lamentavelmente, o Supremo, infelizmente, não vai fazer, que é defender os interesses públicos, o dinheiro do povo brasileiro e colocar ordem nessa bagunça toda, moralizando e punindo a corrupção no Brasil". Marina defendeu o bloqueio de bens e o desmonte de empresas usadas pelo crime organizado e afirmou que é preciso combater a "promiscuidade entre poder público e criminosos". Soninha defendeu inteligência e integração entre forças de segurança e órgãos de controle e disse que a corrupção de agentes públicos dificulta o combate às facções. Geraldo Rufino afirmou que, além de sufocar financeiramente as organizações criminosas, é preciso chegar às comunidades antes delas para impedir o recrutamento de crianças e adolescentes. "Nós precisamos chegar na comunidade, nas favelas, periferias, antes do crime, porque senão eles serão recrutados pelo crime e começa tudo de novo." 3. Relação entre Poderes Soninha Francine lamentou o fato de que, muitas vezes, a relação entre os Poderes Executivo e Legislativo é de uma "verdadeira guerra", criticou o fato de que os legisladores usem seus votos como moeda de troca para receber mais recursos da União e cargos no governo e condenou juízes e ministros que atuam politicamente. Simone Tebet afirmou que a relação entre os poderes "virou caso de polícia, de cadeia, de conivência com o crime" e destacou a necessidade de uma reforma no Poder Judiciário com mandato, idade mínima, controle de decisões monocráticas e paridade de gênero no STF. A candidata também criticou o fato de juízes recebem salários acima do teto constitucional. Reforma no Legislativo também foi um tópico abordado por Tebet, que defendeu a diminuição do número de parlamentares e redução de gastos, sobretudo em relação às emendas parlamentares. Marina Silva defendeu a autonomia entre os poderes, pontuou que isso já está previsto na Constituição Federal, mas que não acontece na prática, já que existem recorrentes interferências entre os órgãos. A candidata também pede uma reforma do Judiciário, a criação de um estatuto de ética para os ministros e uma reforma política. Geraldo Rufino enfatizou que os senadores têm o poder necessário para "colocar os poderes de volta nos trilhos", mas que muitos parlamentares agem de acordo com interesses de seus grupos políticos, e sinalizou a necessidade de renovação dessa classe política. Geraldo Rufino disse que é preciso uma reforma no Senado. "O Senado precisa ter gente com coragem, inclusive de de avaliar e de punir eles mesmos, porque não tem sentido ter hoje aquele presidente que nós temos no Senado, colocando de base o tapete como se ele fosse o dono dos Poderes, ou seja, o dono da instituição. Então, na realidade, nós realmente precisamos fazer reforma no Senado, rever o que o Senado tem internamente para poder voltar a ter realmente democracia." 4. Trabalho e emprego Tebet defendeu o fim da escala 6x1 e a proteção para trabalhadores de aplicativos - “Aqueles que querem trabalhar na informalidade precisam de proteção”. Ao mesmo tempo, disse que pequenas empresas deveriam receber desoneração da folha para absorver os custos da alteração. “O Brasil não vai quebrar com o fim da escala seis por um.” Ela também sugeriu regras contra excessos das plataformas e mecanismos para garantir contribuição previdenciária e aposentadoria. “Descanso remunerado não é inimigo da economia, é produtividade.” Soninha contestou a forma como os dados de desemprego são apresentados e disse que atividades muito precárias entram na estatística como ocupação. Ela citou como exemplos estátuas vivas, limpadores de para-brisa e guardadores de carros. “A gente precisa olhar o cenário do mundo do trabalho no Brasil não com tanto otimismo.” Depois, defendeu mais flexibilidade nas regras do emprego formal, argumentando que parte dos trabalhadores escolhe a informalidade pela liberdade de horários, apesar da perda de direitos como férias remuneradas e aposentadoria. “A gente precisa discutir seriamente no Senado a possibilidade de o emprego formal ser um pouco mais flexível para que a informalidade não seja tão sedutora para toda uma geração.” Marina destacou a redução da taxa de desemprego durante o governo Lula e afirmou que o próximo passo deve ser melhorar a qualidade e a produtividade dos postos de trabalho. Ela também defendeu políticas específicas para mulheres e jovens, com acesso a financiamento, assistência técnica e proteção para quem empreende. “Todo o esforço que está sendo feito pelo governo do presidente Lula é para que a gente tenha emprego de qualidade, maior produtividade, porque é isso que dá a perspectiva de futuro.” Afirmou ainda que as políticas de geração de emprego não devem depender apenas do poder público. “É assim que a gente vai combater o desemprego, aumentando as oportunidades para que não seja só o Estado empregador.” Rufino defendeu ampliar as possibilidades de trabalho formal para adolescentes, usando a própria trajetória como exemplo. Ele afirmou que jovens de comunidades têm poucas oportunidades de acesso ao mercado formal e acabam mais expostos ao recrutamento pelo crime. “Tem que deixar ele ser CLT. Quem tem que decidir isso são as famílias e o empregador.” Ele também relacionou geração de empregos à redução de custos e burocracia para pequenas empresas. “Precisa tirar a carga, facilitar a vida de quem está abrindo uma empresa.” Rufino criticou ainda a reforma tributária e afirmou que a complexidade para abrir e manter uma empresa incentiva a informalidade. 5. Educação Tebet afirmou que faltam 200 mil vagas em creches no estado e defendeu o uso de recursos federais e emendas para ampliar a oferta pelos municípios. Ela também é favorável à ampliação do programa Pé-de-Meia para todos os estudantes inscritos no CadÚnico que necessitem do benefício e mais formação técnica voltada à nova indústria, inteligência artificial e robótica e defendeu a valorização do professtor. A candidata afirmou ainda que pretende trabalhar para que a escola pública oferecida à população mais pobre tenha a mesma qualidade da escola privada. Marina usou a própria trajetória para defender a educação, lembrando que foi alfabetizada aos 16 anos. Defendeu rever a “plataformização” do ensino e combater a precarização dos professores. “Rever a plataformização aqui em São Paulo. Isso humilha os professores, faz com que os professores se sintam descartáveis.” E afirmou que cerca de 39% dos professores da rede pública paulista estão em situação temporária e defendeu ampliar a integração entre Etecs, Fatecs e institutos federais. “Vou trabalhar para que São Paulo tenha educação de qualidade, porque é isso que gera igualdade de oportunidade." Soninha defendeu a acessibilidade do ensino a distância e demonstrou preocupação com o encerramento de vagas de EAD. “A EAD total à distância ou com a obrigação de atividades presenciais é uma modalidade muito acessível.” Ela também defendeu a volta da formação de magistério como caminho para formar professores do ensino fundamental. “Eu queria muito a volta do magistério.” Geraldo Rufino apoiou a expansão da estrutura educacional dentro das periferias, defendendo creches, escolas e ensino profissionalizante próximos das comunidades. “O poder público precisa levar para lá a escola e, junto com essa escola, precisa ter escola profissionalizante.” Ele relacionou educação à prevenção da criminalidade e disse que oportunidades de formação e trabalho precisam chegar antes do recrutamento pelo crime. Rufino também relatou que deixou a escola quando criança para trabalhar e voltou aos estudos aos 13 anos por incentivo dos empregadores. “A educação me salvou. Ela é fundamental e começa na creche, na primeira infância.” 6. Emendas parlamentares Segundo Soninha , um dos problemas de emenda parlamentar é ela ser impositiva: “Só com transparência, a gente já melhora muito esse mau uso que tem sido feito dos recursos da União com as emendas e positivas e num volume absurdo". Para Tebet, é necessário haver rastreabilidade nas emendas parlamentares. "Nós temos que acabar com as emendas parlamentares do Congresso Nacional que não têm transparência, rastreabilidade. Aliás, eu quero aproveitar para lamentar os dois candidatos fujões, que não vieram, não vieram que um deles eu fiz essa pergunta em relação a eles abrirem a mão de metade, porque a outra metade já vai tudo para a saúde. Um deles não respondeu, mas é sempre assim, né? É a coragem, muitas vezes ela vem da farda, do revólver na cintura, né? Quando não tem marqueteiro ou não tem uma câmara, fogem do debate, porque não querem responder o que fariam, se abririam mão, por exemplo, de emendas parlamentares ou discutir crime organizado”. Marina comentou que as emendas impositivas atuais "não existiam até 2015, quando foi feita uma emenda à nossa Constituição". "É isso que precisa acabar. Eu repito, é uma usurpação da competência do Poder Executivo. São cerca de R$ 50 bilhões na mão de parlamentares sem transparência. Na maior parte desses R$ 50 bilhões, quase R$ 40 bilhões são de emendas impositivas e nós temos que mudar isso. Como senadora, vou apresentar uma proposta de mudança na Constituição para que esse mecanismo, que é uma anomalia, como disse o ministro Flávio Dino [do STF}, tenha fim e que a gente possa criar para outra parte mecanismos de controle, transparência. Dinheiro público tem que ser visto e acompanhado”. “Teve um debate que eu chamei os que não estão hoje aqui, porque fugiram, de homens tóxicos, que vêm para o debate muito mais para agredir do que para debater ideias. É isso que a gente espera de quem quer ser senador da República, deputado, presidente, governador: que discuta o que é melhor em saúde, educação, segurança pública, transparência e uso correto dos recursos públicos em benefício da sociedade.” Já Rufino afirmou que não é preciso acabar com as emendas, mas sim haver transparência. "Eu acho que é uma forma de a gente controlar. Não precisa tirar, precisa controlar e precisa ser transparente." 7. Considerações finais Marina Silva: “Primeiro eu quero agradecer a todos que acompanharam esse debate. Quero agradecer também a forma respeitosa como as pessoas têm me tratado nessa campanha. É uma grande mobilização, e eu sou candidata ao Senado porque eu quero trabalhar para que São Paulo e o Brasil possam estar a um novo ciclo de prosperidade com emprego, renda, vida digna, combate ao feminicídio, para que as nossas mulheres possam viver em paz, que os nossos jovens possam ter igualdade de oportunidade, para ter uma vida digna. Não no futuro, mas agora. E vou trabalhar no Congresso Nacional em defesa de São Paulo e também pelo Brasil, ao lado do presidente Lula e de Fernando Haddad, vou lutar para que a gente possa ter emprego e renda para todas as pessoas, moradia digna, meio de vida, saúde, educação de qualidade". Simone Tebet: “Fui prefeita, sou municipalista eleita senadora. A primeira coisa que farei é abrir as portas do meu gabinete. Terei uma sala pra atender os 645 prefeitos e prefeitas, vices, vereadores e vereadoras porque fui prefeito de uma cidade pequena. Sei a dificuldade que vocês têm não só com o governo do estado, que aqui estão órfãos, mas também em nível nacional para atender todos os interesses. Segurança pública, especialmente no combate à violência contra a mulher, regionalização da saúde, mais recursos para infraestrutura. Enfim, tenho coragem, experiência, não tenho rabo preso, não tenho chefe, não bato continência para ninguém. Denuncio como já denunciei a corrupção, que é um câncer que mata o país. Quero aqui deixar muito claro para vocês: nós estamos diante das eleições mais importantes da história das nossas vidas. Estou com o presidente Lula pela democracia, pela soberania, pelos avanços dos direitos sociais e contra qualquer tipo de crime organizado que queira chegar perto de Brasília ou dos Poderes, como já entrou. Para isso, eu só peço a proteção de Deus”. Soninha Francine: "Eu gosto muito de estudar todas as matérias e de ouvir absolutamente todo mundo que eu puder. Então, o maior especialista em segurança pública é o policial militar policial civil, o guarda civil. A mesma coisa em relação à educação, à saúde. É muito importante, muito rica essa contribuição. Para quê? Para a gente construir soluções estruturantes e também atuar naquilo que é emergencial, da maneira que a gente consiga fazer imediatamente, se não você fica sempre esperando para fazer o melhor de tudo, enquanto isso as coisas não avançam em absoluto. Exemplo de um tema que ficou ausente até dessa campanha, ou de todas... Pelejei muito na Câmara Municipal para aprovar a criação de uma comissão de ética para Conselho Tutelar, que precisa de uma revisão de mudanças profundas, mas enquanto elas não acontecem, vamos nacionalizar a eleição dos conselhos para que cada prefeitura não faça de um jeito? Soninha Francini candidata ao Senado". Geraldo Rufino: “Meu nome é Geraldo Rufino, um empreendedor, catador de latinha, CLT, gerador de emprego. Essa trajetória toda eu quero levar para o Senado para que lá tenha uma cadeira de alguém que conhece todas as dores de toda a trajetória de um ser humano nesse país. Para que as pessoas lá tenham informação, conhecimento de vida real, de onde nós viemos, onde nós estamos, e como é que nós... eu consigo fazer com que todos eles tomem conhecimento de como é que a gente ajuda a base, como é que ajuda a população. Eu sou você. Eu estou na base, Então eu peço, se vocês me deram a oportunidade, que tenha lá uma cadeira... Nós temos um grupo aqui sensacional, um debate sensacional, um privilégio de estar com essas mulheres. Então se já escolheu um primeiro voto, brilhante, então me deu o segundo. Eu quero só uma oportunidade para definitivamente termos no Senado uma cadeira do povo. Meu nome é Geraldo Rufino, um senador para chamar de seu. Eu sou você, um senador do povo. Que Deus abençoe”. Debates para o Senado em outros estados Além de São Paulo, o g1 realizou debates com candidatos ao Senado em oito estados e o DF durante o mês de setembro: Pernambuco: 2 de setembro Mato Grosso: 3 de setembro; Mato Grosso do Sul: 4 de setembro; Minas Gerais: 8 de setembro; Distrito Federal: 11 de setembro; Ceará: 21 de setembro; Rio de Janeiro: 22 de setembro; Piauí: 25 de setembro.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2026/noticia/2026/09/25/no-g1-candidatos-ao-senado-por-sp-discutem-infiltracao-do-crime-organizado-anomalias-nas-relacoes-entre-poderes-e-emendas-parlamentares.ghtml


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