'Ninguém deve ser poupado', diz Augusto Cury sobre Supremo e perda de confiança nas instituições
04/09/2026
(Foto: Reprodução) O candidato a presidente Augusto Cury (Avante), durante uma palestra em uma igreja de Ribeirão Preto (SP).
Fabiano Minatto/EPTV
O candidato a presidente da República Augusto Cury (Avante) criticou nesta quinta-feira (3) o clima de polarização política no Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu, sem mencionar nomes, que ministros devem dar o exemplo de honestidade à população brasileira.
"Toda pessoa que tem um cargo público é um empregado do contribuinte e da sociedade e tem que provar, ser inocente, e, se não provar, tem que ser culpado e levado às barras da Justiça até as últimas consequências. Eu sempre dei treinamento para a Associação de Magistrados do Brasil, inclusive para o Ministério Público, e gratuitamente eu fiz há muito tempo, eu tenho feito isso, e ninguém deve ser isento, ninguém deve ser poupado", afirmou.
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O escritor, que aparece em terceiro na mais recente pesquisa de intenção de votos do Datafolha, participou de uma palestra em uma igreja na Zona Leste de Ribeirão Preto (SP), cidade onde mora. Em entrevista, ele lamentou a perda de credibilidade de instituições como o STF.
"É muito triste o que está ocorrendo, é dramaticamente triste. As pessoas não estão confiando mais nas instituições."
A polarização no Supremo ficou mais evidente depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal que expôs mensagens e contatos entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Em contrapartida, Moraes encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de investigação, no âmbito do inquérito das fake news, contra Mendonça alegando fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS.
Dor humana não tem cor partidária, diz Cury
Ainda dentro da questão da polarização política, o candidato criticou o clima de divisão do país, que separa famílias e acaba com a discussão política dentro de casa.
Segundo ele, os problemas da sociedade, como a violência doméstica e o desemprego, estão acima de ideologias e do que ele chamou de "guerra insana de egos" que tem se perpetuado no país.
"Eu começaria dizendo que há um Brasil só. Não há dois barcos. Nunca houve dois barcos. E que é uma mentira que nós temos que estar radicalizados e polarizados. Porque mais de 90% das dores humanas não tem cor partidária e nunca teve", afirmou.
Para o escritor, o debate político inteligente passa pelas diferenças de opinião. "Nós temos que saber que a beleza da democracia nunca esteve na unanimidade. A unanimidade só existe nas ditaduras. A beleza está na divergência."
André Mendonça e Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF
Antonio Augusto/STF
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