Motorista de app que fugiu após atropelar e matar menino de 6 anos se apresenta à polícia
14/01/2026
(Foto: Reprodução) Morre menino de 6 anos atropelado por carro em Araras
Um motorista de aplicativo de 43 anos, que atropelou e matou o menino de 6 anos em Araras (SP), se apresentou à Polícia Civil. Conforme apurado pelo g1 junto ao delegado responsável pelas investigações, Edgar Albanez, o autor responderá pelos crimes de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na direção de veículo automotor e fuga do local de acidente.
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Gabriel Sanfelice foi atropelado na noite de 8 de janeiro, no bairro José Ometto. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no domingo (11). Ele foi enterrado no dia seguinte, no Cemitério Municipal de Araras.
O delegado informou ao g1 que o motorista foi até a delegacia na última terça-feira (13), acompanhado de um advogado. Na ocasião, ele informou que passava pelo local, quando atropelou a criança. Após prestar os esclarecimentos, o autor foi liberado.
Gabriel Sanfelice, de 6 anos, está internado em estado grave após ser atropelado em Araras, SP
Repórter Beto Ribeiro e Arquivo pessoal
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De acordo com Albanez, a Polícia Civil aguarda a análise dos laudos periciais para a conclusão das investigações. O delegado disse, ainda, que não há informação sobre o suspeito ter dirigido embriagado no momento do acidente.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP) confirmou que o autor foi até o Distrito Policial (DP), onde prestou depoimento. A pasta não deu detalhes ao g1 sobre as informações fornecidas pelo motorista de aplicativo.
Ainda de acordo com a SSP, o caso é investigado por meio de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Araras. Diligências prosseguem visando esclarecer os fatos.
Câmera de segurança
Uma câmera de segurança registrou o momento do acidente (assista o vídeo no topo da reportagem). O motorista não parou para socorrer a criança, o que gerou revolta de familiares.
"Viu que bateu, na valeta abaixo, na esquina, ele também bateu o carro de novo, no outro buraco e simplesmente fugiu", disse o pai do menino, Gustavo Sanfelice, em entrevista à EPTV Central, afiliada da TV Globo.
O acidente
O acidente aconteceu por volta das 21h45 na Rua Tecelã, no bairro José Ometto, quando algumas crianças da vizinhança voltavam da sorveteria com a família.
O menino brincava e corria quando, de repente, saiu da calçada e entrou na rua, momento em que foi atropelado.
Testemunhas relataram que o veículo estaria em alta velocidade e que o motorista não parou para prestar socorro após atingir a criança, que foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois transferida para a Santa Casa.
"Ele chegou aqui com com um cérebro muito inchado. A principal pancada foi realmente no cérebro, delicada a situação dele", disse o pai da criança.
Menino de 6 anos é atropelado por carro em Araras; motorista fugiu
Crime
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, fugir do local de um acidente com vítima é uma infração gravíssima, com multa de R$ 1.467,35, suspensão do direito de dirigir e recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de também configurar crime, com pena de detenção de seis meses a um ano ou multa.
Já deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco, é considerado infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na habilitação, e igualmente pode caracterizar crime de omissão de socorro, sujeito à mesma pena prevista em lei.
Quando há morte de vítimas em acidentes de trânsito, a prática pode ser considerada homicídio culposo (quando não há intenção de matar), que prevê detenção de dois a quatro anos e suspensão ou proibição de se obter habilitação. Caso o condutor fuja do local, a pena pode ser aumentada em 50%.
Em casos de acidentes que deixam vítimas feridas, o caso pode ser considerado lesão corporal culposa, que prevê pena de detenção de seis meses a dois anos, além da suspensão ou proibição do direito de dirigir. Em casos de fuga, a penalidade pode ser aumentada pela metade.
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