Morte de jovem em rope jump: polícia indicia organizadora de evento por homicídio e fraude processual

  • 02/07/2026
(Foto: Reprodução)
Morte em Rope Jump: veja depoimento de apontada como organizadora do evento A Polícia Civil concluiu o segundo inquérito instaurado para apurar a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), e indiciou por homicídio e fraude processual a organizadora do evento. A polícia também pediu a conversão de sua prisão temporária, ocorrida em 20 de junho, em prisão preventiva da organizadora, chamada Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos. "Os elementos colhidos demonstram que Evelyne integrava o núcleo organizacional responsável pela realização da atividade, participando da definição de aspectos logísticos do evento, administração dos participantes, divulgação da atividade e manutenção da estrutura operacional necessária para sua execução", apontou a polícia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp 🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes. No relatório do inquérito, a polícia indica que Evelyne, como organizadora e administradora do evento, tinha o dever jurídico de evitar o resultado, assumindo o risco ao manter a atividade em condições precárias. A investigada integrava o núcleo organizacional responsável pela realização do evento. A investigação prossegue para apurar o paradeiro da câmera utilizada pela vítima. Em nota, a defesa de Evelyne afirmou que recebeu a conclusão do inquérito com respeito, mas discorda do indiciamento. "As teses defensivas serão apresentadas no momento oportuno, confiando que, ao final, os fatos serão devidamente esclarecidos, observando o devido processo legal e a presunção de inocência", informou o advogado Maurício Marchiori. Revogação de prisões Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira Reprodução/Redes sociais A polícia também pediu a revogação do pedido de prisão de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, e aguarda decisão. Eles estão presos desde o dia 20 de junho. Como resultado do primeiro inquérito, em 22 de junho de 2026, três homens foram detidos na data da morte da Maria Eduarda. Eles foram indiciados e seguem presos preventivamente. A defesa de João Antônio Pivetta afirmou que a polícia não o indiciou por falta de provas da autoria e materialidade de crime. "O João não teve qualquer envolvimento com o desaparecimento da câmera, o que foi confirmado pelo relatório da polícia. A defesa lamenta o julgamento antecipado que o João sofreu e o tempo que permaneceu em cárcere de forma ilegal, especialmente porque nunca houve qualquer indício de que ele teria desaparecido com a câmera", disse a defesa. "Desde o início a prisão dele se mostrou ilegal e desnecessária. Apesar das graves e irreparáveis consequências pessoais que isso gerou na sua vida pessoal, restou comprovado que ele não praticou qualquer crime", afirmou em nota enviada à EPTV. Já a defesa de Gabriel Barros Martins afirmou que o inquérito policial é instrumento democrático. "Não se trata apenas de investigar para incriminar, mas também para inocentar. Não é contra o cidadão, é para o cidadão. Agradecemos a Dra. Andrea (delegada) pela agilidade nas apurações e pela disponibilidade quanto à cooperação aos necessários esclarecimentos dos fatos", finalizou. Primeiro inquérito Evelyne dos Santos Gonçalves, suspeita por morte de jovem em salto de rope jump em Limeira Reprodução No último dia 22 de junho, a Polícia Civil também concluiu o relatório do primeiro inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, a 40 metros de altura da Ponte do Esqueleto, em área entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). O caso é investigado como homicídio com dolo eventual. A jovem morreu no último dia 13 de junho após ser arremessada sem o uso de cordas de segurança durante a prática do esporte radical. Até o momento, a câmera que a vítima segurava durante o salto não foi localizada. Primeiro inquérito VÍDEO: veja depoimentos de trio preso por morte de jovem lançada sem corda em Limeira O primeiro inquérito se refere a prisão em flagrante de três homens logo após a morte da jovem, no dia da tragédia, no sábado (13). Eles são os instrutores que aparecem em um vídeo lançando Maria Eduarda da ponte: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos Os três tiveram a prisão convertida em preventiva e foram transferidos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba (SP) para o CDP II de Guarulhos (SP) para terem a integridade física resguardada, segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa dois dos instrutores. Na semana passada, a Justiça negou pedido de habeas corpus. Segundo a polícia, cerca de 21 pessoas foram ouvidas no inquérito. Câmera que grava salto desapareceu Suspeitos de apagar conteúdos digitais e de desaparecer com a câmera que gravava o salto que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, em Limeira (SP) Wesley Justino/EPTV Os três são suspeitos de apagar conteúdos digitais relevantes ao esclarecimento do caso e de desaparecer com a câmera que gravava o salto e que estava presa em Maria Eduarda, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) em nota. A câmera é considerada essencial pelos investigadores para a reconstrução do caso. O tio de um dos presos informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que o sobrinho atuava na parte de baixo do salto de rope jump, auxiliando na saída das pessoas que saltavam. A prisão do trio tem duração de cinco dias. A SSP ainda afirmou que a investigação apura, em tese, a prática de crimes dolosos contra a vida, na modalidade de dolo eventual, além de possível fraude processual. O que dizem as defesas Morte em rope jump: imagens em novo ângulo flagram reação de pessoas após jovem ser lançada de ponte no interior de SP Reprodução/EPTV A defesa de Evelyne disse que ela tem colaborado desde o início com as investigações e os fatos estão sendo apurados. A defesa de um dos homens presos no dia 20 de junho informou que eles não tiveram participação ativa no salto. "Eles não tiveram função típica ou ativa no salto. Eles só participaram no momento em que terminava aquele salto. Então, um puxava a corda de volta para cima e outro apenas tirava a corda do participante do salto. Os dois prestaram socorro, ajudaram a desatolar carro de bombeiro e polícia", diz o advogado Vitor Aurélio. Na ocasião, o advogado ainda informou que um deles viu a câmera na vítima logo após a queda. "Ele viu a câmera, inclusive, é de interesse dele que apareça a câmera aqui, porque ele prestou socorro e participou de nada", conta. Morte em role jump: novo ângulo Novas imagens flagram reação de pessoas após jovem ser lançada de ponte Imagens gravadas por um novo ângulo mostram o momento em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas é lançada da Ponte durante o salto. A EPTV, afiliada da Globo para Piracicaba e região, teve acesso nesta segunda-feira (22) a registros inéditos que também flagraram a reação das pessoas no local. Poucos segundos após a jovem ser arremessada da estrutura, a reação de quem acompanhava o salto na Ponte do Esqueleto muda. Nas imagens, é possível ver que algumas pessoas caminhavam mais agitadas enquanto alguém diz: "Gente, a corda!". Ao mesmo tempo, o vídeo registra falas de outras pessoas, com som mais distante na gravação, que também mencionavam o equipamento de segurança. Outra voz aparece na gravação enquanto as imagens flagraram o movimento de pessoas caminhando com mais agitação pela ponte enquanto um homem diz: "Não, não, para. Não, gente, para. Como assim, a corda arrebentou?". LEIA TAMBÉM: Apaixonada por natureza e atividades ao ar livre: quem era Maria Eduarda Enfermeira que ia pular de rope jump prestou socorro à jovem lançada sem corda Acesso à ponte onde jovem morreu é fechado em Limeira Governo federal avalia remover ponte de onde jovem foi lançada sem corda Entenda por que local onde jovem morreu se chama 'Ponte do Esqueleto' Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/07/02/morte-de-jovem-em-rope-jump-policia-conclui-2o-inquerito-e-indicia-organizadora-de-evento-por-homicidio-qualificado.ghtml


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