Justiça converte prisão em flagrante em preventiva de soldado que matou colega em condomínio militar na Zona Sul de SP
13/04/2026
(Foto: Reprodução) Exército apura se tiro que matou soldado foi acidental ou intencional
O soldado Athirson do Nascimento Reis, do 8º Batalhão de Polícia do Exército, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia. Ele é investigado pela morte do colega Antonio Henrique dos Santos Sousa, baleado durante um turno de vigilância na noite de quarta-feira (8), em uma área residencial militar na Zona Sul de São Paulo.
A prisão preventiva não tem prazo fixo definido em lei no Brasil. Ela dura enquanto for considerada necessária pelo juiz.
De acordo com comunicado do Exército, o disparo ocorreu no alojamento da guarda do Conjunto Residencial do Ibirapuera.
A corporação informou que o caso é apurado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e que a investigação indica que o tiro teria sido acidental. O processo corre em segredo de Justiça.
Após o disparo, Athirson foi preso em flagrante e ficou custodiado na carceragem do 8º Batalhão de Polícia do Exército, no bairro Paraíso. O caso foi comunicado ao Ministério Público Militar e à Justiça Militar, que passaram a acompanhar o inquérito.
Soldado Antonio Henrique dos Santos Sousa foi morto com tiro no peito após ser baleado em alojamento do Exército em condomínio de oficiais em São Paulo
Reprodução/Exército Brasileiro/Bernardo Bortolotto/TV Globo
Em nota, o Comando Militar do Sudeste declarou que “todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas”, que colabora com as apurações e que segue prestando apoio à família da vítima.
Ainda segundo o Exército, os dois soldados ingressaram na corporação em agosto de 2025, durante o serviço militar obrigatório.