Hemocentro de Ribeirão Preto mobiliza transporte de sangue raríssimo para salvar paciente em Santa Catarina
23/10/2026
(Foto: Reprodução) Hemocentro de Ribeirão Preto envia sangue raríssimo para paciente em Santa Catarina
O Hemocentro de Ribeirão Preto (SP) enviou nesta sexta-feira (23) uma bolsa de sangue raríssimo para salvar uma paciente internada em Florianópolis (SC).
A mulher, diagnosticada com anemia falciforme, não encontrava sangue compatível na rede local, o que mobilizou uma operação conjunta de busca e transporte entre os estados de São Paulo e Santa Catarina.
O material coletado em Araçatuba (SP) e em Ribeirão Preto é compatível para uma pessoa a cada 100 mil.
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🔍 Anemia falciforme é uma doença genética e hereditária em que os glóbulos vermelhos do sangue alteram seu formato, dificultando a circulação e a oxigenação do organismo.
Bolsas de sangue raríssimo são levadas do interior de São Paulo para ajudar paciente em Santa Catarina.
Divulgação/Hemocentro de Ribeirão Preto (SP)
'Incidência é de uma a cada 100 mil pessoas'
Para atender à emergência, o Hemocentro de Santa Catarina (Hemosc) recorreu ao Banco de Doadores de Sangue Raro.
As buscas localizaram dois doadores com o perfil adequado no interior paulista: uma doadora em Araçatuba e outro em Ribeirão Preto.
A coleta do sangue ocorreu na quinta-feira (22). A bolsa coletada em Araçatuba permaneceu armazenada até ser reunida com a unidade de Ribeirão Preto.
A partir de então, as duas bolsas foram transportadas de carro até o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), de onde partiram de avião às 18h desta sexta-feira com destino à capital catarinense.
Equipe do Hemocentro de Ribeirão Preto encaminhou bolsas de sangue raríssimo para paciente com anemia falciforme em Florianópolis (SC).
Divulgação/Hemocentro de Ribeirão Preto (SP).
Gerente do laboratório de imunohematologia do Hemocentro de Ribeirão Preto, Ana Paula Zanelli explicou que a maioria dos procedimentos exige apenas a verificação padrão de compatibilidade, mas casos específicos demandam uma análise mais complexa.
“Para a maioria dos pacientes, fazemos a tipagem ABO e Rh, o que é suficiente para encontrar sangue compatível. Porém, para alguns casos, precisamos fazer uma compatibilidade maior e testar outros grupos sanguíneos", disse.
Segndo ela, todo caso já é considerado raro quando tem uma incidência menor do que um para 1 mil na população.
"No caso dessas duas unidades que mandamos hoje para Santa Catarina, a incidência é de uma a cada 100 mil pessoas testadas para encontrarmos uma bolsa como essa. Neste caso, é bem mais raro”, afirmou Ana Paula.
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