Greve geral em Portugal cancela voos e impacta operação aérea em SP
02/06/2026
(Foto: Reprodução) Companhias aéreas cancelam voos para Portugal após anúncio de greve geral
O anúncio de greve geral em Portugal para quarta-feira (3) provocou o cancelamento de voos e afeta passageiros que viajam entre o Brasil e o país europeu, com impactos na operação em São Paulo já nesta terça (2).
A Latam disse que precisou cancelar os seguintes voos com destino ou origem o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos:
2/6: LA8146 - Guarulhos-Lisboa
2/6: LA8148 - Guarulhos-Lisboa
3/6: LA8147 - Lisboa-Guarulhos
3/6: LA8149 - Lisboa-Guarulhos
Segundo a empresa, os passageiros impactados poderão optar pelas alternativas disponíveis abaixo diretamente no site ou aplicativo:
Alterar a data da viagem, mantendo a mesma origem e o mesmo destino, sem multa ou diferença tarifária;
Alterar o destino da viagem, sem multa, podendo haver cobrança de diferença tarifária; ou
Solicitar o reembolso integral dos trechos não utilizados, caso não deseje a alteração do voo.
Passageiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Cumbica, em foto de arquivo
Rovena Rosa/Agência Brasil
A companhia orienta os passageiros a verificarem o status de seus voos na seção "Minhas Viagens", no aplicativo da Latam ou no site da companhia.
A Latam lamentou ainda "eventuais transtornos decorrentes dessa situação, totalmente alheia ao controle da companhia".
A Azul também teve que cancelar voos em razão da convocação da greve em Portugal que sairiam ou chegariam em Campinas, no interior paulista:
2/6 : AD8750 - Viracopos-Lisboa
2/6: AD8751 - Lisboa-Viracopos
3/6: AD8900 - Viracopos-Lisboa
3/6: AD8901 - Lisboa-Viracopos
Para atender os clientes impactados, a companhia programou voos extras: o AD9700 (Viracopos-Lisboa), em 3 de junho, e o AD9701 (Lisboa-Viracopos), em 4 de junho. A Azul reforça que os Clientes afetados têm recebido toda a assistência necessária.
O que motivou a greve?
Convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), a greve é um protesto contra uma proposta de reforma trabalhista aprovada pelo Conselho de Ministros e enviada ao Parlamento português em maio.
Os sindicatos afirmam que as mudanças podem tornar as relações de trabalho mais precárias, ao ampliar possibilidades de contratação temporária e alterar regras sobre jornada e vínculos empregatícios.
Já o governo português defende que a proposta busca aumentar a competitividade das empresas e adaptar o mercado de trabalho às novas demandas da economia.