Fraudes milionárias contra a Caixa: veja quem são os presos da região de Piracicaba
25/03/2026
(Foto: Reprodução) PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa
Dois moradores de Limeira (SP) foram presos na operação “Fallax”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (25) para desarticular um esquema nacional de fraudes bancárias milionárias contra a Caixa Econômica Federal.
São eles: Paulo Junior Ferraz, de 41 anos, detido em sua casa, no bairro Fazenda Itapema; e Sarah Tais Barbosa, 36, moradora do Jardim Colina Verde.
Na região de Campinas (SP), houve uma prisão em Americana. O alvo é Rivaldo José de Oliveira Zumbaio, de 53 anos, que foi preso em seu apartamento, no Jardim Ipiranga.
O trio passou por audiência de custódia no período da tarde, na 2ª Vara Federal de Piracicaba, que homologou o cumprimento dos mandados de prisão pelo crime de estelionato.
A PF não informou qual seria o papel de cada um no esquema. O g1 não conseguiu contato com as respectivas defesas.
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Paulo e Rivaldo foram presos pelo 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), por volta das 6h.
Na residência de Paulo, foram apreendidos dois celulares e três máquinas de cartão de crédito, segundo a corporação. Com Rivaldo, a equipe apreendeu um notebook e um celular.
Ao todo, 14 pessoas foram presas na operação, com mandados cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem de recursos ilícitos.
Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Depois, os valores eram convertidos em bens de alto valor e criptoativos, dificultando o rastreamento. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões.
Outros alvos
Máquinas de cartão foram apreendidas em Limeira
Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução
O principal alvo é Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, morador de Americana. O suspeito, conhecido como Ralado, não foi encontrado em sua casa, no condomínio Terras do Imperador, e está foragido.
Segundo o delegado da PF em Piracicaba, Henrique Souza Guimarães, ele fazia toda a “orquestração” do esquema.
Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, também é um dos alvos da ‘Operação Fallax’.
Segundo a polícia, a investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
O que dizem os citados
A defesa de Rafael de Gois afirmou que vai prestar esclarecimentos necessários às autoridades assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação.
Em nota, a Caixa comunicou que "atua permanentemente em cooperação com os órgãos de segurança pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro".
"A Caixa reitera que possui políticas rigorosas de prevenção e combate a fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, alinhadas às melhores práticas de mercado, à legislação vigente e às normas dos órgãos reguladores. Sempre que identificadas movimentações atípicas ou evidências de irregularidades, os casos são imediatamente reportados aos órgãos competentes, colaborando de forma ativa com as investigações", acrescentou.
A instituição também ressaltou que mantém "compromisso com a integridade, a transparência e a proteção do patrimônio público, bem como com a pronta adoção de todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para responsabilização dos envolvidos e ressarcimento de eventuais prejuízos, quando aplicável".
Sobre as investigações, a Caixa disse respeitar o sigilo do processo.
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