Ex-assessores divergem sobre suspeita de 'rachadinha' contra Lincoln Fernandes em Ribeirão Preto, SP

  • 31/03/2026
(Foto: Reprodução)
Câmara ouve testemunhas em processo contra vereador por suspeita de ‘rachadinha' em SP A Câmara de Ribeirão Preto (SP) ouviu nesta terça-feira (31) as quatro primeiras testemunhas da fase de instrução de uma comissão processante contra o vereador Lincoln Fernandes (PL), denunciado pela suspeita de rachadinha em seu gabinete. Durante os trabalhos, abertos ao público, mas com gravações proibidas pelo legislativo, dois ex-assessores de Lincoln confirmaram terem participado da devolução de parte dos salários ao vereador, mencionando saques e o aluguel de um imóvel, enquanto outras duas pessoas negaram a prática. "As primeiras duas testemunhas disseram que faziam e sabiam da denúncia, sabiam da rachadinha existente no gabinete do vereador denunciado, já as outras duas testemunhas disseram que não sabiam de nada, não faziam parte dessa rachadinha", afirmou Jean Corauci (PSD), presidente da comissão. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Segundo ele, a expectativa é de que mais dez testemunhas, citadas pela defesa, sejam ouvidas no processo antes do relatório final. A previsão é de que os trabalhos se encerrem em um mês. "Esse relatório será encaminhado no final para o plenário e o plenário sim decide o que vai acontecer, se vai aceitar esse relatório, pedindo uma cassação, ou se aceita um relatório que não tem que cassar." Para os advogados de defesa de Lincoln, as oitivas desta terça-feira foram marcadas por uma série de contradições e pelo falso testemunho de uma das testemunhas. "Foi muito tranquila, muito conveniente para a defesa, porquanto não se trouxe nenhuma prova convincente capaz de criminalizar o nosso cliente", afirmou o advogado Heráclito Mossin. O vereador Lincoln Fernandes (PL), na Câmara de Ribeirão Preto (SP). Divulgação/Câmara de Ribeirão Preto (SP) A comissão processante Lincoln, que é segundo secretário na mesa diretora, é investigado pelo legislativo por suspeita de recolher parte dos salários dos assessores como condição para mantê-los nos cargos. A abertura do processo de cassação foi aprovada no dia 25 de fevereiro por 20 vereadores e o caso inicialmente foi levado ao Conselho de Ética, que o devolveu à presidência da Casa por considerar que a comissão processante o melhor rito a ser conduzido para tratar do tema. O grupo que apura as denúncias é presidido por Jean Coraucci (PSD) e tem Judeti Zilli (PT) como relatora e Sargento Lopes (PL) como membro. Comissão processante ouve testemunhas para apurar suspeita de 'rachadinha' em Ribeirão Preto (SP). Thaisa Coroado/Divulgação Câmara de Ribeirão Preto O que disseram os ex-assessores O primeiro ex-assessor ouvido afirmou ser amigo de infância de Lincoln e que trabalhou para ele em diferentes ocasiões e em diferentes funções de gabinete entre 2017 e 2020 . Ele alegou que ficava com R$ 2,3 mil - em torno de 40% do salário - e entregava a maior parte, sacada de sua conta bancária, para o parlamentar. Além disso, mencionou que chegou a pagar o aluguel de uma chácara para o vereador em um contrato com duração de 30 meses. "Era em meu nome, quem morava lá era ele", afirmou. LEIA TAMBÉM Câmara define comissão processante para apurar suspeita de 'rachadinha' contra o vereador Lincoln Fernandes Câmara aprova processo de cassação contra o vereador Lincoln Fernandes por suspeita de 'rachadinha' em Ribeirão Preto Isaac Antunes renuncia ao cargo de presidente da Câmara de Ribeirão Preto após recomendação do MP Questionado sobre as provas que tinha, apresentou um boleto de pagamento do aluguel, um contrato de aluguel em seu nome e o extrato da conta bancária, mas que não tinha uma forma de comprovar a destinação do dinheiro em espécie ao parlamentar. Segunda a ser ouvida, uma ex-assessora que trabalhou entre 2020 e 2024 com Lincoln também confirmou a prática, alegando que ficava com R$ 1,7 mil do valor total do salário que era depositado em sua conta. Questionada, ela afirmou ter extratos bancários como meio de prova. "Foi uma prática que tive conhecimento quando entrei no gabinete", disse. Ela também afirmou que somente se sentiu segura para falar sobre o caso depois que deixou o cargo. "Como não estou no gabinete, me senti confortável", afirmou. Por outro lado, as outras duas testemunhas que encerraram os trabalhos - uma que atuou por quatro meses e outra por cerca de um ano - negaram ter participado ou ter tido conhecimento da prática de "rachadinha" no gabinete do parlamentar. Elas também garantiram que ficavam com o valor integral de suas remunerações. "Nunca foi oferecido nenhum tipo de cargo em troca de dinheiro", afirmou uma delas. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/03/31/ex-assessores-divergem-sobre-suspeita-de-rachadinha-contra-lincoln-fernandes-em-ribeirao-preto-sp.ghtml


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