Especialista do SENAI fala sobre transição energética para o futuro das cidades

  • 23/04/2026
(Foto: Reprodução)
Especialista Ricardo Manoel, professor do SENAI Santos Divulgação A energia solar deixou de ser uma promessa futura para se tornar uma das principais estratégias de desenvolvimento das cidades. Essa foi a principal mensagem da palestra do especialista do SENAI, Ricardo Manoel Leite da Silva, realizada dentro do Projeto de Inovação e Sustentabilidade da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Itanhaém (AEAI). Com mais de uma década de atuação em educação técnica e forte conexão com o setor produtivo, o professor trouxe uma leitura direta sobre o momento atual: a transição energética não é mais uma escolha, é uma necessidade. Energia solar: de tendência a infraestrutura essencial Segundo o especialista, a mudança de percepção está diretamente ligada aos desafios contemporâneos das cidades. Nos últimos anos, três fatores aceleraram esse cenário: avanço tecnológico, maior clareza regulatória e pressão do mercado por práticas ESG. O especialista diz que a energia fotovoltaica deixou de ser tendência porque hoje é uma questão de resiliência urbana. Sem energia limpa e acessível, não há competitividade industrial nem bem-estar social, diz o especialista durante o workshop que aconteceu na Casa da Engenharia de Itanhaém. Desenvolvimento regional e potencial da Baixada Santista A Baixada Santista aparece como um território estratégico para esse avanço. Com forte presença industrial e logística, a região reúne condições ideais para a expansão da energia solar. Ricardo destaca que a integração da energia solar em áreas industriais e no entorno portuário pode gerar ganhos diretos de eficiência e competitividade. Integrar energia solar às indústrias e ao retroporto é uma jogada estratégica para reduzir custos operacionais e fortalecer a economia regional Impacto direto nas cidades e na economia Além do setor produtivo, a energia solar também transforma a dinâmica urbana. A descentralização da geração permite que prédios públicos, escolas e hospitais produzam sua própria energia, reduzindo a pressão sobre a rede elétrica. Na prática, isso significa mais eficiência no uso de recursos públicos e maior autonomia energética. Do ponto de vista econômico, o impacto é direto tanto para empresas quanto para residências. Para Ricardo, hoje falamos da previsibilidade de custos para empresas e aumento de renda disponível para famílias. A energia solar deixou de ser custo e passou a ser investimento. Quebra de paradigma: energia solar já é acessível Um dos principais pontos destacados durante a palestra foi a mudança de percepção em relação ao custo da energia solar, ainda cercada por um mito que já não condiz com a realidade atual, uma vez que a evolução tecnológica, o ganho de escala na produção e a ampliação das linhas de financiamento transformaram completamente o acesso a essa solução, tornando-a viável não apenas para grandes empresas, mas também para residências. Nesse novo cenário, a energia solar deixa de ser vista como um investimento elevado e passa a ser compreendida como uma estratégia inteligente de gestão financeira e eficiência energética, especialmente quando se considera que o custo de instalação caiu de forma significativa nos últimos anos e que o retorno do investimento ocorre, em média, entre três e cinco anos, com modelos de financiamento que, em muitos casos, permitem que a parcela seja equivalente ou até inferior ao valor da conta de energia tradicional. O papel da engenharia na transição energética Dentro do atual cenário de transformação energética, a engenharia deixa de atuar de forma isolada para assumir uma posição estruturante no desenvolvimento de cidades mais eficientes, inteligentes e sustentáveis, sendo responsável por integrar tecnologia, infraestrutura e estratégia em um mesmo ecossistema. O engenheiro passa a atuar desde a concepção de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica até a sua integração com redes elétricas convencionais, considerando modelos como sistemas on-grid, off-grid e híbridos, que permitem diferentes níveis de autonomia energética e segurança operacional, além de incorporar soluções como armazenamento em baterias, automação e monitoramento inteligente do consumo, ampliando a eficiência energética em tempo real. A atuação desse profissional também se conecta diretamente com indicadores de viabilidade econômica, como payback, taxa interna de retorno (TIR) e valor presente líquido (VPL), que são fundamentais para orientar decisões de investimento tanto no setor público quanto no privado, garantindo que projetos de energia não apenas sejam sustentáveis do ponto de vista ambiental, mas também financeiramente viáveis e competitivos no longo prazo. Além disso, a engenharia passa a desempenhar um papel estratégico na adaptação às novas regulamentações do setor elétrico, como as mudanças trazidas pela Lei 14.300/2022, que reconfiguram o modelo de geração distribuída no Brasil e exigem maior capacidade técnica para projetar sistemas mais eficientes e economicamente otimizados. Outro ponto fundamental é a integração da energia solar à arquitetura e ao planejamento urbano, com soluções como fachadas fotovoltaicas, brises solares e carports, que deixam de ser apenas elementos complementares para se tornarem parte da própria estrutura das edificações, contribuindo para a geração de energia, conforto térmico e valorização imobiliária. A engenharia então, atua como ponte entre inovação tecnológica e desenvolvimento urbano, permitindo que cidades avancem para um modelo mais descentralizado de geração de energia, reduzindo a dependência de grandes sistemas centralizados e aumentando a resiliência energética. O papel do profissional de engenharia, vai além da dimensão técnica, ele também assume um papel estratégico na construção de soluções voltadas à eficiência operacional, ajudando empresas e instituições a produzirem mais com menos recursos, alinhando-se às demandas de ESG e à necessidade crescente de competitividade no mercado, especialmente em regiões industriais como a Baixada Santista, onde a energia é um dos principais custos operacionais. A capacidade de projetar sistemas integrados e inteligentes se torna um diferencial decisivo para o desenvolvimento econômico regional. O engenheiro é o principal agente da transição energética. Ele precisa projetar sistemas inteligentes e garantir a eficiência e segurança de todo o ecossistema energético “O workshop foi extremamente enriquecedor, trazendo uma visão muito clara sobre a aplicação prática da energia fotovoltaica, especialmente pela forma como o professor Ricardo conseguiu traduzir um tema técnico de maneira acessível, evidenciando não apenas a tecnologia envolvida, mas, principalmente, sua viabilidade e o impacto real dessa solução no dia a dia das cidades; como engenheira, vejo que esse tipo de conhecimento é essencial, porque a sustentabilidade precisa estar integrada aos projetos desde a sua concepção, e a energia solar já se consolida como uma alternativa eficiente, econômica e alinhada com o futuro urbano, reforçando que a engenharia contemporânea precisa ir além da estrutura e incorporar cada vez mais conceitos de eficiência energética e responsabilidade ambiental”. relata a Eng. Ângela de Paula Santos, diretora da AEAI.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/especial-publicitario/associacao-de-engenheiros-e-arquitetos-de-itanhaem-inovacao-e-sustentabilidade-em-itanhaem/noticia/2026/04/23/especialista-do-senai-fala-sobre-transicao-energetica-para-o-futuro-das-cidades.ghtml


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