Erika Hilton supera 1,5 milhão de votos e se torna a mulher mais votada da história para a Câmara
04/10/2026
(Foto: Reprodução) Debate pelo Fim da Escala 6×1 em audiência pública na Câmara Municipal de Sorocaba (SP) tem presença da deputada federal Erika Hilton, autora da PEC
Câmara Municipal de Sorocaba/Divulgação
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se tornou, neste domingo (4), a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara dos Deputados. Às 22h47, com 100% das seções apuradas em São Paulo, ela somava 1.596.472 votos, a segunda maior votação do estado.
A parlamentar superou o recorde de Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos em 2018, quando foi eleita deputada federal por São Paulo pelo PSL. Mesmo antes do fim da apuração, Erika já tinha ultrapassado essa marca em mais de 433 mil votos.
Na parcial das 23h53, com 100% das seções apuradas, os candidatos a deputado federal com mais votos no estado, que tem 70 cadeiras em disputa, eram:
Lucas Pavanato (PL): 3.038.438 votos;
Erika Hilton (PSOL): 1.596.472 votos;
Sâmia Bomfim (PSOL): 583.107 votos;
Kim Kataguiri (Missão): 520.071 votos;
Tabata Amaral (PSB): 476.383 votos.
A votação de Erika já correspondia a quase seis vezes o resultado obtido por ela própria em 2022. Naquela disputa, a parlamentar eleita para seu primeiro mandato na Câmara com 256.903 votos. Leia, abaixo, o perfil de Erika Hilton.
Agora no g1
Quem é Erika Hilton
Intolerância religiosa contra povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas e de terreiros. Dep. Erika Hilton (PSOL - SP)
Tony Winston/Câmara dos Deputados
Erika, de 33 anos, nasceu em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Antes de chegar ao Congresso, foi vereadora da capital paulista. Em 2020, recebeu 50.508 votos e foi a mulher mais votada do país para uma Câmara Municipal naquela eleição.
Em 2022, tornou-se a primeira mulher negra e trans eleita para a Câmara dos Deputados. Sua atuação política inclui a defesa dos direitos das mulheres, da população negra e da comunidade LGBTQIA+.
Durante o primeiro mandato, Erika também esteve à frente da proposta de redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1, na qual o trabalhador tem seis dias de trabalho para um de descanso.
Em fevereiro de 2025, apresentou uma proposta de emenda à Constituição que previa quatro dias de trabalho por semana, três de descanso e limite de 36 horas semanais.
Em março de 2026, tornou-se a primeira mulher trans a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Entre as prioridades anunciadas ao assumir estavam o enfrentamento à violência política de gênero, a fiscalização da rede de proteção e políticas de saúde integral para as mulheres.