Entenda por que o júri dos PMs acusados de matar Vinícius Gritzbach foi anulado em Guarulhos

  • 23/06/2026
(Foto: Reprodução)
Anulado julgamento dos PMs acusados da execução do delator do PCC Vinícius Gritzbach O júri popular dos três policiais militares acusados de participar do assassinato do empresário e delator do PCC Vinícius Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novais foi anulado nesta segunda-feira (22), cerca de nove horas após ter começado no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. A interrupção ocorreu depois que os advogados de defesa deixaram o plenário em meio a uma discussão com o promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes. O júri deve ser remarcado em nova data com sorteio de novos jurados. Gritzbach foi morto com tiros de fuzil na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em 8 de novembro de 2024. O motorista, que não o conhecia, foi atingido por um disparo durante o ataque e morreu (leia mais abaixo). Entenda abaixo o que aconteceu e quais serão os próximos passos do caso. Por que o julgamento foi interrompido? Por que o júri foi anulado? O que acontece agora? Os depoimentos dados nesta segunda-feira valem? Quem são os réus? Caso Gritzbach escancarou o envolvimento de policiais com facções Arte/g1 Por que o julgamento foi interrompido? A discussão começou quando o promotor mencionou que um dos advogados de defesa havia sido vítima de um suposto atentado em Sorocaba. Os defensores afirmaram que o episódio não tinha relação com o caso Gritzbach e consideraram a referência inadequada. Após o desentendimento, os advogados decidiram abandonar o plenário. Por que o júri foi anulado? Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o julgamento não poderia prosseguir sem a presença da defesa. Em nota, o tribunal informou que "houve abandono do plenário por parte da defesa dos réus após desentendimento com o promotor e, por isso, dissolução do Conselho de Sentença". Na prática, a saída dos advogados levou ao encerramento da sessão e à anulação de todos os atos realizados até então. Fachada do Fórum de Guarulhos Leonardo Zvarick/g1 O que acontece agora? O TJ-SP informou que o júri será redesignado em data ainda não definida. Isso significa que todo o julgamento terá de começar novamente, desde o início. Também será necessário formar um novo Conselho de Sentença, composto por sete jurados responsáveis por decidir pela condenação ou absolvição dos réus. Os depoimentos dados nesta segunda-feira valem? Não. Com a dissolução do Conselho de Sentença, o julgamento precisará ser reiniciado integralmente. Assim, as testemunhas deverão ser convocadas novamente para prestar depoimento no novo júri. Antes da interrupção, haviam sido ouvidos sobreviventes do atentado ocorrido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e a viúva do motorista de aplicativo Celso Novais, morto por engano durante o ataque. Quem são os réus? São réus no processo: o tenente Fernando Genauro da Silva, apontado pela Promotoria como o motorista do carro usado na fuga; o cabo Denis Antonio Martins, acusado de ser um dos atiradores; e o soldado Ruan Silva Rodrigues, também apontado como um dos autores dos disparos. Os três estão presos e respondem por homicídio qualificado pelas mortes de Gritzbach e de Celso Novais, além de duas tentativas de homicídio. Todos negam participação no crime. 'Meu filho está há dois anos sem o pai em casa', diz viúva de motorista morto em SP O julgamento O julgamento dos três policiais militares acusados de participar do assassinato do empresário e delator do PCC Antônio Vinícius Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novais foi anulado nesta segunda-feira (22). A defesa abandonou o plenário do Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo, após desentendimento com o promotor do caso. O júri deve ser remarcado em nova data com sorteio de novos jurados. Segundo o TJ, "houve abandono do plenário parte da defesa dos réus após desentendimento com o promotor, e, por isso, dissolução do conselho de sentença. O júri será redesignado para data oportuna." A discussão ocorreu durante a sessão entre os advogados dos réus e o promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes. Segundo a defesa, o representante do Ministério Público relembrou que um dos advogados havia sido vítima de um suposto atentado em Sorocaba, episódio que, na avaliação dos defensores, não tem relação com o caso em julgamento. Após a referência ao episódio, os advogados decidiram deixar o plenário. Com a saída da defesa, o julgamento foi interrompido e acabou anulado. O júri popular havia começado na manhã desta segunda-feira e tinha previsão de durar cinco dias. Ao todo, 21 testemunhas seriam ouvidas. Na saída do fórum, após o cancelamento do júri, Simone Dionizia Fernandes, viúva do motorista de aplicativo Celso Novais, se aproximou do advogado de defesa Claudio Dalledone, que concedia entrevista à imprensa, e o acusou de ter provocado a anulação do julgamento. Em meio à comoção, ela afirmou que o filho está há dois anos sem o pai e classificou a saída da defesa do plenário como uma estratégia. "Meu filho está há dois anos sem o pai em casa, e vocês cancelaram o julgamento. Isso não é justo. Estou há dois anos lutando por Justiça", disse (veja acima). Simone afirmou ainda que a interrupção da sessão a fez reviver o trauma da morte do marido. "Foi um show lá dentro, foi uma estratégia da defesa, eles são atores. Estou sentindo tudo de novo, tudo veio à tona quando o juiz falou. Só eu sei a luta sozinha em casa com três filhos. Só eu sei o que estou passando", declarou. Tensão no julgamento A tensão começou antes, durante o depoimento de um perito criminal que trabalhou no caso. O advogado Renan Canto estava questionando a testemunha quando foi interrompido pelo promotor, que o acusou de não ter lido o processo. O advogado protestou, e o promotor rebateu dizendo que ele conversava com "bandido" e "matador de aluguel". Os outros advogados se levantaram para defender o colega, e em meios aos gritos de protesto, Antunes dizia "blá-blá-blá". "O sujeito é folgado", disse o advogado Claudio Dalledone. "Acredito que não vai ter júri com esse sujeito aqui", acrescentou o advogado, que também chamou o promotor de cínico e descortez. Renan Canto chegou a caminhar em direção à porta, ameaçando abandonar o plenário, caso o promotor não fosse repreendido. Após protestos dos defensores, o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, pediu que ele não transitasse próximo aos advogados quando eles estivessem questionando as testemunhas. "O Ministério Público faz um jogo de cena para que o júri não termine", afirmou Dalledone em coletiva de imprensa durante o intervalo do julgamento. "O promotor quer dissolver o conselho", acrescentou. Antunes rebateu dizendo que foram os advogados que tentaram interromper a sessão. "Quem disse que ia abandonar o plenário foi a defesa. Isso demonstra que eles pretendem não levar o julgamento adiante, qualquer incidente vão usar pra se vitimizar", disse a jornalistas. "Essa banca conhecida de advogados, eles parecem leões na imprensa, mas aqui se mostraram gatinhos", provocou o promotor Júri popular A primeira testemunha do júri popular dos três policiais militares acusados de participar do assassinato do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) Antônio Vinícius Gritzbach foi William Souza Santos, uma das vítimas do ataque ocorrido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O julgamento começou na segunda-feira (22) no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ao todo, estão previstas 21 testemunhas. A previsão é a de que o julgamento dure cinco dias, com as sessões começando sempre às 10h. O Conselho de Sentença é formado por quatro homens e três mulheres. William, que trabalhava no aeroporto havia sete anos, afirmou que não conhecia nenhuma das vítimas nem conseguiu identificar os atiradores. "Era uma sexta-feira. Normalmente o aeroporto é movimentado, mas naquele horário nem tanto. Mais tarde, com o embarque e desembarque de passageiros e a chegada dos funcionários, o fluxo seria bem maior", relatou. Segundo ele, nada chamou sua atenção até o momento em que um carro parou próximo à faixa de pedestres onde conversava com um amigo. "Reparei quando o veículo parou e, logo em seguida, ouvi um barulho que parecia rojão", disse. Fachada do Fórum de Guarulhos Leonardo Zvarick/g1 Durante o ataque a Gritzbach, William foi atingido em três dedos da mão. Em depoimento, afirmou que não presenciou nenhuma discussão antes dos disparos e que viu apenas o carro dos atiradores parar no local. Depois dos tiros, avistou apenas o corpo do empresário caído no chão. A segunda testemunha foi a gerente de TI Samara. Ela estava retornando de uma viagem a Salvador, na Bahia. Ia pedir um carro de aplicativo quando ouviu os tiros. Disse que ficou paralisada no primeiro momento e correu para trás de uma coluna com outras pessoas. Foi quando se deu conta de que tinha sido baleada na barriga, mas parecia ser algo superficial. "Eu estava bem atrás, só ouvi os barulhos dos tiros e depois os gritos. Não vi o carro nem as pessoas que desceram atirando. Eram muitos tiros, na hora achei um barulho agudo, achei que fosse outra coisa, nunca tinha ouvido. Foram rajadas, aí teve uma pausa, vários tiros de novo e daí parou", relatou. Antônio Vinicius Lopes Gritzbach foi morto na sexta-feira (8) no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais Samara disse ter feito acompanhamento psicológico por um tempo, após o episódio, mas que atualmente está bem. A terceira testemunha da acusação a ser ouvida foi Simone Novais, funcionária pública. Ela era esposa do motorista de aplicativo Celso Araujo Sampaio de Novais, que também morreu no crime. Simone contou que soube que algo tinha acontecido quando um amigo ligou para ela, depois recebeu um vídeo de dentro da ambulância em que ele falava: "Levei um tiro, estou dentro da ambulância". Foi a última vez em que falou com o marido, com quem tem três filhos. "Não estamos conseguindo seguir com a vida, me preocupa especialmente o filho de 15 anos, eles eram muito apegados", afirmou. Ela disse também que, depois da morte de Celso, sua vida financeira ficou "uma bagunça". Samara só viu Celso quando ele foi para a UTI, entubado. Os filhos também o viram, o mais novo chegou a chacoalhar o pai pedindo: "Levanta, levanta". "Foi desesperador ver meu filho puxando ele para levantar. O de 15 anos se fechou ali." A quarta testemunha de acusação foi o perito criminal Leandro, responsável pela análise dos vestígios do caso. Ele afirmou que a perícia realizou um escaneamento do local do crime e identificou 27 disparos de fuzil — 21 de calibre 7.62 e seis de 5.56. Segundo o perito, um dos tiros atingiu uma área interna do aeroporto a mais de 80 metros de distância e poderia ter acertado uma pessoa na cabeça. A perícia também verificou danos em um ônibus da GCM, possivelmente causados por ricochete. No depoimento do perito, houve confusão entre os advogados de defesa dos réus e promotoria. “Acredito que não vai ter júri com esse sujeito aqui”, dizem os advogados sobre o promotor. “Eu falo com polícia, você fala com matador de aluguel”, disse o promotor em um momento. Durante o intervalo, o promotor Rodrigo Merli se pronunciou sobre a confusão. “Quem tensionou abandonar o plenário foi a defesa. Pretendem não levar esse julgamento adiante. Vejo essa banca conhecida e nas redes sociais parecem leões, mas pro tribunal deu pra perceber que parecem gatinhos”. Claudio Dalledone, advogado de defesa, também falou sobre a discussão. "MP faz jogo de cena pra que o júri não termine. Promotor quer dissolver o conselho. Pontos divergentes não dizem respeito somente à perícia, mas nesse ponto houve contaminação na coleta e manipulação de vários elementos. Encontro entre perito e promotor é imoral, era um jogral, pergunta e resposta. Quando a defesa pergunta, ele nao sabe de nada e é hostil. Em 31 anos de tribunal do júri é um dos casos mais escandalosos, que expõe banda podre da PC, que agora querem atribuir a policiais militares". Após o intervalo, a quinta testemunha de acusação ouvida foi Danilo Lima Silva, que por 2 anos e meio foi motorista do Vinícius. Durante seu depoimento, ele disse que Vinícius andava com veículo com blindagem nível 5 e dois carros tinham até luzes de sirene, como viatura. Disse também que Vinícius emprestava os carros para várias pessoas, pois eram “meio que comunitários”. Afirmou que já ouviu dizer que foram achados rastreadores nos carros emprestados, sendo que um PM que fazia escolta dele teria achado o equipamento. CASO GRITZBACH Promotoria afirmou que na delegacia ele disse que Vinícius conhecia Genauro, mas Danilo afirmou nunca viu os dois juntos e “só ouviu falar” que se conheciam. Ainda durante o depoimento, Danilo ressaltou que no dia do ataque viu dois homens descerem do carro para atirar, sendo um deles bem alto. Sobre a convivência do Vinícius com a própria escolta, não sabe se ele teve alguma rusga entre as partes e que a escolta também fazia a segurança de filho dele até a escola e de outros familiares. Já a sexta testemunha ouvida foi o capitão Vinicius Gomes de Campos Cajuela, da corregedoria da PM. Os réus que respondem ao processo são: Fernando Genauro da Silva, tenente da Policia Militar (PM), acusado pela Promotoria de dirigir o carro usado na fuga pelos atiradores que mataram o delator da facção; Denis Antonio Martins, cabo da PM, responsável por atirar em Gritzbach, segundo a acusação; Ruan Silva Rodrigues, soldado da corporação, que também atirou no empresário, de acordo com o MP. Os três estão presos e são acusados de homicídio qualificado pela morte de Gritzbach e do motorista Celso Araujo Sampaio de Novais, além de duas tentativas de homicídio, já que outras pessoas ficaram feridas no episódio. Os advogados dos três afirmam que eles são inocentes e dizem que "houve um direcionamento investigativo voltado à sua incriminação, sem a devida apuração de fatos e circunstâncias envolvendo outros investigados" (leia mais abaixo). Gritzbach foi morto com tiros de fuzil na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em 8 de novembro de 2024. O motorista, que não o conhecia, foi atingido por um disparo durante o ataque e morreu. Caso Gritzbach: a ‘Caixa de Pandora’ Antes de ser executado, o empresário havia delatado ao Poder Judiciário um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro envolvendo criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e policiais corruptos. Em troca, receberia o benefício da redução da sua pena caso fosse condenado por lavagem de dinheiro para as facções. O julgamento dos policiais será conduzido pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da Vara do Júri de Guarulhos, e contará com a atuação dos promotores de Justiça Vania Caceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes. Ao todo, 21 testemunhas devem ser ouvidas durante o processo, entre acusação e defesa. Como funciona o júri popular Caso Gritzbach escancarou o envolvimento de policiais com facções Arte/g1 O Tribunal do Júri começa com o sorteio dos jurados: 25 pessoas são convocadas, e sete são escolhidas para formar o Conselho de Sentença, responsável por decidir pela condenação ou absolvição dos réus. Depois da leitura do processo, são ouvidas as testemunhas de acusação e realizados os interrogatórios dos acusados. Em seguida, acusação e defesa apresentam seus argumentos em debates que podem durar horas, com possibilidade de réplica e tréplica. Ao final, os jurados se reúnem para votar os quesitos de decidir se condenam ou absolvem os réus. Em seguida, o juiz define a dosimetria da pena e profere a sentença com base na decisão do Conselho de Sentença. Os PMs Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva serão julgados pelo Tribunal do Júri Reprodução Outros réus O réu Kauê do Amaral Coelho, conhecido como "Jub" ou "Jubileu" e apontado como o "olheiro" está foragido. A defesa apresentou recurso e o processo foi desmembrado. Outros dois réus, Diego dos Santos Amaral, conhecido como "Didi", e Emilio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como "Cigarreira", "João Cigarreiro", "Bill" ou "Pai", apontados como mandantes do crime, também estão foragidos. Segundo o processo, eles não foram citados nem constituíram defesa, motivo pelo qual a ação em relação aos dois permanece suspensa. O que diz a defesa dos réus "A defesa de Fernando Genauro, Denis e Ruan reitera que os três acusados, desde o primeiro momento, negam qualquer participação no homicídio de Antônio Vinicius Gritzbach e sempre sustentaram que houve um direcionamento investigativo voltado à sua incriminação, sem a devida apuração de fatos e circunstâncias envolvendo outros investigados. Após a deflagração de investigação conduzida pela Polícia Federal para apurar a atuação de policiais civis supostamente vinculados ao crime organizado, os policiais civis Fábio Baena e Eduardo Monteiro foram presos temporariamente em 13 de dezembro de 2024, por determinação judicial, após representação da própria Polícia Federal. Na ocasião, aparelhos celulares foram apreendidos e dados armazenados em nuvem passaram por análise pericial especializada. As perícias realizadas pela Polícia Federal identificaram elementos considerados relevantes para a investigação. Entre eles, consta que, em 11 de novembro de 2024, Eduardo Monteiro promoveu a reinicialização de seu aplicativo de mensagens. No dia seguinte, 12 de novembro, providenciou a exclusão de todas as gravações do sistema DVR de sua residência. Já em 22 de novembro de 2024, utilizou o aparelho celular de sua esposa para realizar pesquisas relacionadas à possível prisão de Mateus e Kaue. Kaue foi apontado como olheiro do crime, que estava dentro do aeroporto de Guarulhos, Já o mandado de prisão de mateus, foi inserido no Banco nacional de mandados de prisão apenas no dia 26 de novembro, sendo cumprido apenas em nove de dezembro, “a defesa dos policiais trata essa evidência como um grande indicativo da participação de Eduardo Monteiro no homicídio, como monteiro sabia da existência de Mateus? A única possibilidade seria ele saber quem executou Gritzbach” O crime ocorreu às 16 horas e quatro minutos segundo as câmeras do aeroporto, aproximadamente 30 minutos após o fato Fabio Baena e Eduardo Monteiro se comunicam por chamada de áudio. Após as 16:45 Fabio Baena bloqueia o contado do advogado Ahmed Hassan Saleh – “Dr. Mudi” aquele que possuía ligações estreitas com os policiais ora investigados e foi gravado em ligação oferecendo 3 milhões de reais pela morte de Vinicius Gritzbach. As investigações evidenciam ainda preocupação de Baena e Eduardo Monteiro com a repercussão jornalística do caso, trocando mensagens com links de reportagens sobre o caso. Os três acusados serão defendidos pelos advogados Claudio Dalledone Junior, Renan Canto, Mauro Ribas, Renato Soares, Nayara Thibes e Taynara Sturaro." Gritzbach: por que 3 investigações apuram ligaçao de delator com policiais e facções Segurança reforçada O Fórum de Guarulhos terá um esquema especial de segurança para o julgamento. Para garantir a integridade dos trabalhos e das pessoas envolvidas no julgamento, a presidência do tribunal determinou a suspensão das audiências de outros processos ao longo do período. A medida foi adotada de forma preventiva. Durante os dias do júri, o fórum passará por um bloqueio temporário, com circulação restrita às pessoas diretamente ligadas ao caso. Segundo o tribunal, o objetivo é limitar o trânsito de testemunhas e partes de outras ações, reduzindo riscos de interferências ou contatos indevidos. O esquema contará com apoio de grupos táticos da polícia, que atuarão em conjunto com o policiamento rotineiro no monitoramento e na proteção das dependências do prédio. O controle de acesso também será reforçado. A sala do júri tem capacidade para 80 pessoas e será ocupada apenas por magistrados, promotores, advogados, réus, jurados e servidores do tribunal. Não será permitida a entrada de público sem vínculo direto com o julgamento.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/06/23/entenda-por-que-o-juri-dos-pms-acusados-de-matar-vinicius-gritzbach-foi-anulado-em-guarulhos.ghtml


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