Engenheira mecânica e artista musical constrói os próprios instrumentos e toca na Rio Innovation Week

  • 07/08/2026
(Foto: Reprodução)
Engenheira mecânica e artista conta como cria os próprios instrumentos musicais No mundo da música, partituras, melodias e letras são algumas das fases do processo de produção de uma canção. Já na engenharia mecânica, a criação, o desenvolvimento e a aplicação de materiais estão entre as principais funções de um profissional desse ramo. Em Paraguaçu Paulista (SP), uma jovem conseguiu unir os dois mundos. Grisa, como é conhecida artisticamente, é artista multimídia e engenheira. Para isso, ela criou os próprios instrumentos para a apresentação de seu repertório. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Além da carreira solo, a pesquisadora também é integrante da banda Cidade Dormitório. A aptidão levou a moça a ser convidada para tocar na Rio Innovation Week, nesta sexta-feira (7). “Sempre tive essa relação com instrumentos musicais muito intensa. Todos os dias eu estava sempre estudando e escutando muitas músicas”, destacou. Aos 17 anos, Grisa passou direto do ensino médio na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para cursar Engenharia Mecânica. Por mais que a sua realidade tenha ficado mais “técnica”, a jovem ainda conseguiu continuar na música como hobby. Durante o intercâmbio que realizou na França, em 2017, a compositora usou a oportunidade de pesquisa universitária para combinar os estudos com a paixão pela musicalidade. “Todas as pesquisas com as quais eu me engajei eram voltadas para a acústica musical, [eram] sobre o funcionamento de instrumentos musicais, produção e síntese sonora”, relembrou. Grisa, artista de Paraguaçu Paulista, é engenheira mecânica e produtora musical Ana Sol Foi nesse momento que a artista começou a construir instrumentos musicais. Ela fez um curso de luteria clássica na Universidade de Le Mans, onde se formou duplamente como mestra em Engenharia Acústica, e aprendeu a construir guitarras e cítaras medievais. 🔎A cítara medieval é formada por uma caixa de ressonância plana sobre a qual ficavam esticadas cordas de metal ou tripa animal. Sem um braço com trastes como o do violão moderno, cada uma de suas cordas era afinada para produzir uma nota fixa, sendo tocada com os dedos ou com uma palheta no colo do músico. A cítara deu origem a variações como o saltério e serviu de base mecânica para o surgimento de instrumentos como o cravo e o piano. LEIA TAMBÉM: 130 anos de Bauru: banda se despede dos palcos em gravação na Estação Ferroviária e exalta raízes da cidade 'Super-heróis' do interior de SP: mãe surpreende filho com fantasia de Homem-Aranha e dupla viraliza em sessão de cinema Curta gravado por estudante com câmeras emprestadas pela faculdade é selecionado para festival na Romênia Conforme se especializou no tema, a engenheira ministrou oficinas para que outras pessoas também pudessem criar do zero seus próprios equipamentos. Artista foi convidada para se apresentar na Rio Innovation Week Sabrina Kozlowscky Após o primeiro contato, ela atuou como pesquisadora em acústica musical na Philharmonie de Paris e no Acoustics & Audio Group da Universidade de Edimburgo (Escócia). Grisa trabalhou em uma empresa chamada De Viale, na qual conheceu sua amiga Eve, com quem construiu o seu primeiro theremin, instrumento considerado o primeiro do tipo eletrônico criado na história. “A gente desenvolveu o circuito do zero. Foi muito muito legal isso [...] Pude aplicar pesquisas de engenharia na construção desses instrumentos de várias formas durante toda a minha trajetória”, recorda. Apresentações são focadas em timbres 🎵 De acordo com a artista, a mistura entre a criação de instrumentos e a produção e percepção dos timbres é o que torna a arte dela tão única. “Eu vejo shows dessa forma. E esses instrumentos que eu trago no palco, eu fico pensando como se os timbres que eles têm como se fossem cores. E com essas cores, é como se eu pudesse criar essas pinturas sonoras que estão se movimentando”, explica. “Quando eu produzo minhas músicas, tanto sozinha, tanto em colaboração com outros produtores, eu foco muito nisso. Como que o timbre consegue evocar sentimentos específicos dentro das composições”, acrescenta. Conceito de sinestesia e percepção de timbres fazem parte do trabalho de produção de Grisa Tom Barreto Artista lançará três álbuns em 2026 Com foco em sinestesia, que é a mistura de dois ou mais sentidos do corpo humano, a compositora disponibilizará três novos projetos musicais. “Dentro de cada um deles eu trago essas pesquisas com timbres, nas quais eu trabalho com sentimentos. É algo bem focado em sinestesia. Eu acredito muito que é possível atravessar de um sentido para o outro, de uma linguagem artística para a outra”, esclarece. Ela ainda conta que aprendeu a transformar imagens em sons por meio de algoritmos que desenvolveu durante o mestrado que realiza em Artes, Cultura e Linguagens. “Eu pego uma imagem, por exemplo, da natureza e eu transformo ela em texturas sonoras específicas que eu coloco nas composições”, caracteriza a produtora. Sobre a participação no Rio Innovation Week, ela afirma: “Vai ser incrível tocar nesse palco. É um evento gigantesco. É o maior evento sobre tecnologia da América Latina que está acontecendo agora aqui no Rio. Então é muito especial poder trazer meu trabalho para cá." Artista lançará três álbuns em 2026 Ana Gouveia *Colaborou sob supervisão de Gabriela Almeida Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/08/07/engenheira-mecanica-e-artista-musical-constroi-os-proprios-instrumentos-e-toca-na-rio-innovation-week.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. saudade da minha vida

gustavo lima

top2
2. uai

zé neto e cristiano

top3
3. rancorosa

henrique e juliano

top4
4. eu e voce

jorge e matheus

top5
5. solteirou

luan santana

Anunciantes