Dois suspeitos de matar PM durante roubo na Marginal Tietê são mortos em ação da Polícia Civil
02/10/2026
(Foto: Reprodução) O policial Paulo Roberto Lima Pereira foi morto durante um assalto
Reprodução/Redes Sociais
Dois homens suspeitos de envolimento na morte do cabo da Polícia Militar (PM) Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, foram mortos numa troca de tiros, na manhã desta sexta-feira (2), durante ação da Polícia Civil no Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. A informação é da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Investigadores da 1ª Delegacia de Investigações sobre Roubos e Latrocínios, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), foram ao local para cumprir mandados de prisão temporária contra os investigados pelo latrocínio (roubo seguido de morte) do PM, que estavam foragidos.
Segundo a Polícia Civil, os agentes foram recebidos a tiros e revidaram. Os dois homens procurados foram baleados e morreram no local. Nenhum agente foi ferido.
"Ambos resistiram a abordagem policial, iniciando um confronto. Os dois foram atingidos e o resgate foi acionado, constatando o óbito da dupla no local", informa trecho da nota da pasta da Segurança.
A perícia da Polícia Técnico-Científica e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foram acionados. As identidades dos mortos não foram divulgadas.
Morte do PM
Policial vítima de latrocínio atuava no Alto Tietê
Paulo Roberto foi morto na noite de 28 de agosto, durante assalto na Marginal Tietê, na altura do Parque Novo Mundo, na Zona Norte da capital. Ele estava de folga e havia parado o carro para verificar um problema em um dos pneus.
Segundo a investigação, três homens abordaram o policial. Uma testemunha, um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), relatou à polícia que viu o PM ser imobilizado por trás com um golpe conhecido como “mata-leão” e, depois, ouviu disparos.
O cabo foi baleado na cabeça, socorrido e levado ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal do Tatuapé, mas não resistiu. Ele integrava a Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep), na região do Alto Tietê, morava em Poá _onde foi sepultado_ e deixou três filhos.
A investigação apura se o crime foi cometido por um grupo conhecido como “gangue da pedra”, que seria especializado em colocar pedras ou outros objetos na pista para provocar danos aos veículos e obrigar motoristas a parar. A hipótese ainda é investigada.
Os criminosos levaram a arma particular de Paulo Roberto, uma pistola calibre .45.
Suspeito preso e liberado
Policial militar morto durante assalto na Marginal Tietê é enterrado em Poá
Em 3 de setembro, um homem foi detido no bairro Cangaíba, na Zona Leste, suspeito de participação na morte do policial. Ele foi levado ao Deic para prestar depoimento.
Na casa dele, os policiais apreenderam um celular. Na ocasião, a investigação continuava para identificar e localizar os outros envolvidos no crime. Mas ele acabou liberado sem ter sido indiciado pelo latrocínio _não foram encontrados indícios de que participou do assalto.
A investigação ainda tenta identificar e prender o terceiro suspeito do crime.