De pasto a floresta: área com 200 mil mudas já abriga onça-pintada, anta e gato-mourisco no interior de SP

  • 10/09/2026
(Foto: Reprodução)
Área recuperada com 200 mil mudas já abriga onça-pintada, anta e gato-mourisco Uma área que até 2018 era ocupada predominantemente por pastagens hoje já tem árvores de até 15 metros de altura e voltou a receber animais como onça-pintada, anta, gato-mourisco e veado-campeiro. A transformação ocorreu após o plantio de cerca de 200 mil mudas de espécies nativas em 149 hectares da Estação Ecológica Mico-Leão-Preto, em Marabá Paulista (SP). O reflorestamento começou em 2018 como parte de medidas de compensação ambiental pelas obras de duplicação da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). A área recuperada equivale a aproximadamente 209 campos de futebol, área equivalente à do Parque Ibirapuera, em São Paulo. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Veado-campeiro e gato-mourisco foram captados em câmeras trap instaladas na reserva Divulgação/Cart LEIA TAMBÉM Filhote de anta de 15 dias com pata quebrada é resgatado e levado para tratamento Ministério Público fixa prazo para prefeitura retirar 180 jabutis de praça pública no interior de SP Sebrae oferece 180 vagas gratuitas para produtores rurais da região de Presidente Prudente; saiba como participar Ao g1, Murilo Pires dos Santos, coordenador de Meio Ambiente da Cart Concessionária de Rodovias, informou que o plantio foi realizado em etapas, durante os meses chuvosos, e utilizou mais de 80 espécies nativas, entre elas açoita-cavalo, amendoim-do-campo, angico-branco, angico-preto, araçá, pau-formiga, pau-viola e sangra-d'água. Além do plantio, a área precisou ser cercada para permitir o desenvolvimento da vegetação. O coordenador explicou, ainda, que uma área como essa leva aproximadamente cinco anos para deixar de ser apenas um plantio e começar a funcionar, de fato, como uma floresta. Atualmente, a vegetação já forma um corredor entre fragmentos de mata nativa, ampliando as condições de deslocamento e abrigo para a fauna silvestre. Veja o antes (à esquerda) e o depois (à direita) do plantio de mudas em projeto Divulgação/Cart Fauna volta a ocupar a área Os resultados do reflorestamento também aparecem na fauna. Ao g1, Murilo informou que o monitoramento realizado entre 2024 e 2025 registrou oito espécies de animais na região. Os registros foram feitos por meio de câmeras trap (armadilhas fotográficas) instaladas nas árvores, que permitem acompanhar a presença dos animais sem interferir na rotina da fauna. Entre os animais registrados estão espécies de importância para a conservação, como onça-pintada, anta, gato-mourisco e veado-campeiro. Segundo a Cart, no Brasil, a anta, o gato-mourisco e o veado-campeiro são classificados como vulneráveis (VU) à extinção, ou seja, já enfrentam risco elevado de desaparecer da natureza. Para Murilo, os registros mostram que a área recuperada passou a cumprir novamente funções importantes para o ecossistema. A presença dos animais também reforça a importância do reflorestamento para a formação de um corredor ecológico, conectando fragmentos de mata nativa e favorecendo o deslocamento da fauna. Câmeras trap registraram anta percorrendo a reserva Divulgação/Cart Aproximação do mico-leão-preto A recuperação da área tem importância especial para o mico-leão-preto, um dos primatas mais ameaçados de extinção do mundo e cuja ocorrência está restrita a áreas do interior de São Paulo. O animal, no entanto, ainda não foi observado dentro da área reflorestada. Ao g1, Murilo informou que há evidências de que os micos-leões-pretos começaram a se aproximar do local em 2025. A aproximação é considerada um sinal positivo para a conservação da espécie, já que a área recuperada pode funcionar como uma ligação entre fragmentos de vegetação nativa, ampliando as possibilidades de deslocamento dos animais. Com o avanço da floresta, a expectativa é que o espaço passe a oferecer cada vez mais condições de abrigo, alimentação e circulação para diferentes espécies. Projeto de compensação ambiental começou em 2018 e plantou centenas de mudas Divulgação/Cart Área continua em recuperação Embora o projeto de reflorestamento tenha atingido seu objetivo inicial, parte da área ainda passa por cuidados. Atualmente, 64 hectares permanecem em fase de manutenção, com ações voltadas à conservação e ao desenvolvimento da vegetação. Ao g1, Murilo avaliou que o projeto já atingiu seu objetivo inicial e destacou que a recuperação ambiental vai além do plantio de árvores. “A conexão formada entre os fragmentos florestais e o retorno de espécies importantes da fauna mostram que o projeto alcançou seu principal objetivo: devolver funções ecológicas a uma área antes degradada e contribuir efetivamente para a conservação da biodiversidade regional”, afirmou. O projeto é acompanhado pelo IPÊ, responsável pelos programas Corredores da Vida e Conservação do Mico-Leão-Preto, e contou ainda com a participação da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP). Gato-mourisco é uma espécie ameaçada na natureza Divulgação/Cart Initial plugin text Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-e-regiao/noticia/2026/09/10/de-pasto-a-floresta-area-com-200-mil-mudas-ja-abriga-onca-pintada-anta-e-gato-mourisco.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. saudade da minha vida

gustavo lima

top2
2. uai

zé neto e cristiano

top3
3. rancorosa

henrique e juliano

top4
4. eu e voce

jorge e matheus

top5
5. solteirou

luan santana

Anunciantes