Conheça Adamantisaurus, dinossauro que recebeu nome inspirado em formação geológica do interior de SP

  • 02/08/2026
(Foto: Reprodução)
Dinossauro de 15 metros recebeu nome inspirado em formação geológica do interior de SP O solo do Oeste Paulista guarda as pegadas e os ossos de criaturas gigantescas que habitaram a Terra há mais de 80 milhões de anos. Entre os fósseis mais emblemáticos já encontrados na região está o Adamantisaurus mezzalirai, um gigante herbívoro de 15 metros de comprimento cujo nome faz referência à cidade de Adamantina (SP) e à formação geológica local. Em julho, oficinas e exposições no Museu "Setsu Onishi" resgataram a saga dessa descoberta para marcar as férias escolares. Os fósseis da espécie foram resgatados na década de 1950, em Flórida Paulista (SP), por operários que trabalhavam na expansão da malha ferroviária. A descrição científica oficial, porém, só veio em 2006, em um estudo assinado pelos paleontólogos brasileiros Rodrigo Santucci e Reinaldo Bertini, do Instituto de Geociências da Unesp de Rio Claro. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Oficinas sobre dinossauros realizadas no Museu e Arquivo Histórico "Setsu Onishi", em Adamantina (SP) Reprodução De acordo com o paleontólogo Reinaldo Bertini, a espécie pertencia ao grupo dos saurópodes, dinossauros quadrúpedes conhecidos pelo pescoço longo e corpo pesados. O dinossauro tinha cerca de 15 metros de comprimento, seis metros de altura e membros em formato de coluna, semelhantes aos dos elefantes, com uma cabeça pequena e cauda bem alongada. LEIA TAMBÉM 'Jardineira das florestas': documentário sobre a anta revela legado de conservação que começou no interior de SP Tradição que atravessa gerações leva grupo de taiko do interior de SP ao Japão após título nacional Sirenes de escolas passam a tocar música em vez de alarme para garantir inclusão no interior de SP Oficinas sobre dinossauros realizadas no Museu e Arquivo Histórico "Setsu Onishi", em Adamantina (SP) Reprodução Na época da descoberta, foram recolhidas seis vértebras do animal, hoje expostas no Museu da Água Branca, na capital paulista. Já outras peças de demais espécies ficam em locais da região de Prudente, como em uma escola estadual de Lucélia, na Faculdade de Adamantina e no Museu de Paleontologia “Professor Pepe”, na Unesp de Prudente. "Adamantisaurus" remete à Formação Adamantina (unidade geológica do Oeste Paulista) e "mezzalirai" é uma homenagem a Sérgio Mezzalira, o pesquisador do Instituto Geológico que salvou as peças durante as obras da ferrovia. O resgate do dinossauro e a exposição do acervo regional em Adamantina contaram com a mediação do professor aposentado de Física Paulo Fiorato. Autodidata na área, o educador ressalta que o fascínio pré-histórico é uma ponte perfeita para conectar diferentes áreas do conhecimento escolar. “Na história dos dinossauros dá para trabalhar biologia, química, física, evolução das espécies e a Pangeia. É um tema multidisciplinar que gera brilho nos olhos dos alunos e traz motivação real para a sala de aula”, avalia Fiorato, que dedicou meses à catalogação de acervos na região. Fósseis escavados no final de 2023 pela equipe do museu de Paleontologia de Prudente em parceria com a Unesp de Rio Claro Reprodução/Museu de Paleontologia “Professor Pepe” Onde ver os fósseis na região Para os entusiastas que desejam ver os fósseis de perto, o Oeste Paulista abriga importantes acervos em instituições como a Faculdade de Adamantina, escolas em Lucélia e o Museu de Paleontologia “Professor Pepe”, na Unesp de Presidente Prudente (SP). Inaugurado em julho de 2024, o espaço em Prudente reúne centenas de relíquias resgatadas em escavações locais, como explica o geólogo Antonio Agostinho Magioli Barros. Entre elas estão os fósseis da cintura pélvica de um dinossauro escavado no fim de 2023, marco inicial para a criação da unidade. O acervo conta também com cascos e membros preservados de cágados terrestres de 80 milhões de anos achados em Pirapozinho, batizados carinhosamente de Donatello, Rafael e Michelangelo. “Os cascos foram encontrados em Pirapozinho; são alguns dos fósseis em melhor estado de preservação presentes no museu. Algumas delas ainda têm os membros preservados internamente. Elas eram mais semelhantes a cágados e tinham hábitos terrestres”, explica Antonio. Cascos de ‘tartarugas' que foram encontrados em Pirapozinho e estão no Museu de Paleontologia “Professor Pepe” de Prudente Reprodução/Museu de Paleontologia “Professor Pepe” A manutenção das peças no interior de SP garante o pertencimento cultural da população e combate o colonialismo científico, mantendo a história viva em sua terra de origem. “Queremos despertar o sentimento de pertencimento em conjunto com a população, para que ela possa compreender como animais hoje extintos habitavam a mesma área há milhões de anos. Além disso, é um ato de resistência em relação ao colonialismo científico. Esta é uma pequena parcela do rico passado da região de Presidente Prudente que permanece em sua região de origem”, completa. O Museu de Paleontologia “Professor Pepe” da Unesp de Prudente fica aberto ao público de terça a sextas-feira, das 9h às 11h e das 14h às 17h. Ele está localizado no Núcleo Morumbi, na Avenida Dr. Cyro Bueno, 40. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-e-regiao/noticia/2026/08/02/conheca-adamantisaurus-dinossauro-que-recebeu-nome-inspirado-em-formacao-geologica-do-interior-de-sp.ghtml


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