Chefe de quadrilha é preso por morte de turista de SP dentro de restaurante em Porto de Galinhas: 'Motivação banal', diz delegada
13/07/2026
(Foto: Reprodução) Delegada Marina Delgado fala sobre Operação Paraíso Seguro
O turista paulista de 32 anos assassinado a tiros dentro de um restaurante na orla de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Grande Recife, em 4 de janeiro, foi morto após uma confusão por motivo banal, segundo a Polícia Civil. Os detalhes do caso foram apresentados nesta segunda-feira (13), durante uma coletiva de imprensa (veja vídeo acima).
O crime aconteceu enquanto a vítima, Rafael Ventura Martins, jantava com a companheira no restaurante Caldinho do Nenen. Segundo a delegada Marina Delgado, o homem se envolveu em uma discussão com Daniel de Souza, apontado como chefe de uma organização criminosa. Ele foi preso na sexta-feira (10), durante a Operação Paraíso Seguro, em Porto Belo (SC).
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"A motivação do crime foi, inicialmente, uma motivação banal. Houve uma discussão entre a vítima e um líder de uma organização criminosa. Eles se estranharam, não se bateram bem e, posteriormente, com a chegada da esposa da vítima ao restaurante, uma das pessoas que acompanhavam o líder dessa organização fez uma piadinha. A vítima também não gostou e voltaram a entrar em uma briga verbal", detalhou a delegada.
Ainda de acordo com Marina Delgado, os dois disparos que mataram a vítima foram feitos depois que Rafael Ventura Martins recebeu uma coronhada do chefe da organização criminosa. O g1 tenta contato com a defesa de Daniel de Souza.
"Conforme essa briga ia escalonando, quase partindo para vias de fato, esse líder se deslocou até a vítima, deu uma coronhada e, no exato momento, seus comparsas, que atuavam como sua segurança, efetuaram dois disparos, matando a vítima no local", afirmou.
Ainda de acordo com a corporação, Kelvin Michael da Silva, de 21 anos, foi identificado como o executor dos disparos, mas ele já havia sido preso no município de Irecê, na Bahia. As investigações também identificaram Edson Paulo da Silva, que teria auxiliado na fuga após o crime, mas ele foi morto em fevereiro, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.
Embora a vítima tivesse antecedentes criminais, a polícia informou que eles se referem a delitos anteriores ao dia da discussão. Segundo as investigações, não há indícios de que esse histórico tenha relação com o homicídio.
A delegada informou ainda que o inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça. Agora, cabe ao Ministério Público analisar o caso e decidir se oferece denúncia contra os investigados.
"A organização criminosa que estava lá era composta por outras pessoas, mas essa investigação já foi finalizada em relação ao homicídio desse turista e já foi remitida para a justiça, com denúncias já recebidas e o caso agora segue em trâmite na justiça", informou.
Rafael Ventura Martins, turista de São Paulo morto em restaurante em Porto de Galinhas
Reprodução/Redes sociais
O que diz o restaurante
Na época do crime, o restaurante publicou uma nota no Instagram. Segundo o comunicado, o Caldinho do Nenen afirmou que:
"ocorreu um episódio de violência envolvendo clientes" no restaurante;
lamenta "profundamente o ocorrido" e manifesta "solidariedade à vítima, a seus familiares e a todos os envolvidos";
"desde o primeiro momento, nossa equipe prestou o devido apoio e está colaborando integralmente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos";
reforça o "compromisso com a segurança, o respeito à vida e o bem-estar de todos".
Delegados Marina Delgado, Ivaldo Pereira, Caio Wagner e Marcos de Castro durante coletiva da Operação Paraíso Seguro
Vitor Dutra/Divulgação
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