Campinas registra média de 4 erros por dia na assistência à saúde em 2025
13/01/2026
(Foto: Reprodução) Imagem ilustrativa de paciente deitado
Reprodução/ RBS TV
A cidade de Campinas (SP) registrou, em 2025, uma média de 4 falhas por dia na assistência à saúde. O levantamento é da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base em dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
➡️ Ao todo, foram 1.501 notificações por incidentes na metrópole no ano passado. Em todo o Brasil, o total de erros registrados chegou a 480.283; desses, 3.158 (ou 0,6%) levaram à morte do paciente.
O ranking dos principais erros notificados em Campinas é liderado por incidentes relacionas às falhas em processo ou procedimento clínico, com 426 ocorrências no ano. Depois, vêm as lesões por pressão, com 250 casos.
🔎 A notificação de erros confirmados pelas unidades de saúde públicas e privadas à Anvisa é obrigatória. Após o registro, as unidades devem abrir uma investigação para identificar a causa do problema.
"Não são falhas por complicações do paciente, são falhas que geralmente são consideradas como evitáveis. Então existe esse sistema, existe a obrigatoriedade do registro, apesar de a gente saber que tem também uma subnotificação”, explica Gilvane Lolato, gerente-geral de Operações da ONA.
Comparativo
📉 Em comparação com 2024, Campinas apresentou uma redução de 15,7% no total de ocorrências registradas, que somaram 1.781 notificações naquele ano.
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Quem registra?
A notificação de eventos adversos é obrigatória por lei. Em 2025, considerando o cenário nacional, os registros foram feitos principalmente por:
Profissionais de saúde (202,1 mil registros)
Pacientes (19,8 mil)
Familiares (2,9 mil)
Outros pacientes (1,4 mil)
Cuidadores (432)
O levantamento abrange unidades de saúde públicas e privadas em todo o país. Os hospitais concentraram a maioria dos registros, com 428.231 eventos adversos, enquanto outros serviços de saúde, como clínicas e laboratórios, totalizaram 52.052 ocorrências.
Os eventos adversos afetaram principalmente os homens, que responderam por 50,92% dos registros, totalizando 244.562 ocorrências, enquanto entre as mulheres foram contabilizadas 235.721 falhas.
Em relação à idade, o maior impacto foi observado na faixa de 66 a 75 anos, com 85.164 registros. Em seguida, aparecem os pacientes de 56 a 65 anos, com 73.492 ocorrências, e aqueles entre 76 e 85 anos, com 68.101 registros.
"[Após o registro] A instituição precisa instaurar um processo onde ela vai conversar com as pessoas envolvidas, avaliar todo o processo, registro em prontuário, em sistemas, em formulários. Ela busca levantar todos esses registros, verifica onde aconteceu aquela falha, se tem um padrão existente, e aí chega-se no que a gente chama, metodologicamente, na causa-raiz, ou seja, a causa principal", detalha Lolato.
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