Câmeras instaladas na Mata Atlântica flagram filhote de mico-leão-preto no interior de SP: 'Indicador muito positivo', diz pesquisadora

  • 04/05/2026
(Foto: Reprodução)
Câmeras instaladas na Mata Atlântica flagram filhote de mico-leão-preto no interior de SP Os primeiros meses de um filhote de mico-leão-preto foram acompanhados por pesquisadores a partir de câmeras instaladas na Mata Atlântica, no Pontal do Paranapanema, interior de São Paulo, conforme divulgado no dia 24 de abril. As imagens integram um recente estudo publicado em uma revista científica internacional, a International Journal of Primatology, a partir de 27 câmeras instaladas nas árvores de 0,5 a 8 metros. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Estes registros são considerados inéditos para a conservação da biodiversidade, segundo o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), ao mostrar a rotina e desenvolvimento do filhote de até dois meses de vida e de um jovem mico-leão-preto, na fase de quatro a 12 meses. Conforme o IPÊ, o mico-leão-preto, cientificamente chamado de Leontopithecus chrysopygus, é uma das espécies de primata mais raras e ameaçadas do mundo. Endêmico da Mata Atlântica do interior do estado de São Paulo, já foi considerado extinto na natureza por décadas, até sua redescoberta em 1970. Câmeras instaladas na Mata Atlântica flagram filhote de mico-leão-preto no interior de SP IPÊ/Reprodução LEIA TAMBÉM: VÍDEO: ave 'abraça' bombeiro após ser retirada de fios de pipa no interior de SP: ‘Voltou até mim’, diz cabo Dia do Mico-leão-preto: manejo de populações impulsiona diversidade genética da espécie no interior de SP VÍDEO: diretora de Meio Ambiente usa celular para reproduzir som e ajudar micos-leões-pretos a atravessar rodovia Preservação da espécie A pesquisadora e coordenadora do Programa de Conservação do Mico-leão-preto, Gabriela Cabral Rezende, explicou que os locais em que as câmeras foram colocadas são estratégicos, o que garantiu até para registros inesperados. “Registrar o momento em que o grupo passa a ter um novo filhote e registrar também o desenvolvimento desse filhote, que foi justamente o que a gente conseguiu a partir desses registros novos das câmeras.” Conforme Gabriela, a presença de um filhote indica que o grupo está saudável. “É um indicador muito positivo da saúde desse ambiente. Registrar o desenvolvimento desse filhote, em que eles estão muito suscetíveis à predação, à morte por diversas causas, e a gente ter registrado que eles passaram por essa fase do desenvolvimento e chegaram a uma idade um pouco mais avançada também é um outro indicador bastante positivo.” O acompanhamento do filhote é considerado um indicativo de que a população da espécie, ameaçada de extinção, está em crescimento, fator que reforça o entusiasmo dos pesquisadores. “O sentimento de um registro como esse é de que o nosso trabalho está valendo a pena, de que a gente está indo no caminho certo. A gente trabalha para conservar essa espécie, então ver um novo filhote, uma nova vida dentro desses grupos que a gente monitora é sempre uma grande alegria. O nosso objetivo é ver essa espécie vivendo e vivendo bem na natureza”, completa Gabriela. Câmeras instaladas na Mata Atlântica flagram grupo de mico-leão-preto no interior de SP IPÊ/Reprodução Período mais crítico Veterinário do Programa de Conservação do mico-leão-preto, Daniel Felippi é o primeiro autor do artigo publicado na revista internacional e destaca a importância das imagens. “Quando o filhote apareceu nas imagens durante as primeiras semanas e meses após o nascimento, sabemos que ele superou esse período inicial, que é o mais crítico.” O especialista reforça que as imagens contribuem para a pesquisa, pois a coleta de dados não gera estresse para os animais e amplia o potencial de monitoramento em diferentes áreas. Os locais definidos para estudo ocorreram na floresta contínua do Parque Estadual Morro do Diabo e fragmento da Fazenda San Maria, na região do extremo oeste paulista, com diferentes estruturas e disponibilidade de recursos. Esses dois pontos citados do ambiente podem influenciar a forma como os micos-leões-pretos e outros mamíferos arborícolas exploram recursos naturais e artificiais, segundo os especialistas. Também pesquisadora do Programa de Conservação do Mico-leão-preto, Maria Carolina Manzano, integra a equipe responsável pelo estudo. Segundo a especialista, o estudo teve como foco avaliar a eficácia das câmeras-trap. Retrato inédito O equipamento é utilizado como ferramenta de monitoramento não invasivo para o mico-leão-preto e outros mamíferos arborícolas em fragmentos florestais-chave para a conservação. “Tínhamos como foco caracterizar os padrões de atividade diária em um fragmento florestal e uma área de floresta protegida contínua; comparar o uso de tipos específicos de recursos arbóreos”, afirma Maria Carolina Manzano. As câmeras também registraram outras espécies, como: macaco-prego (Sapajus nigritus); cuíca ou catita-cinza (Marmosa paraguayana); gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris); cuíca-lanosa (Caluromys philander); esquilo-brasileiro ou caxinguelê (Guerlinguetus brasiliensis); tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla). As armadilhas fotográficas instaladas de 0,5 a 8 metros de altura, com sensores de movimento infravermelho passivo, funcionavam 24 horas por dia, gravando vídeos de 15 segundos com um intervalo mínimo de 10 segundos entre cada gravação, até que nenhum movimento adicional fosse detectado. Além da importância de acompanhar a rotina dos animais silvestres, há também a questão do estudo ocorrer na Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta, com 12% da cobertura original preservada. Gabriela Rezende, coordenadora do Programa de Conservação do Mico-leão-preto afirma que as câmeras arbóreas deram aos pesquisadores um retrato inédito dessas florestas de cima para baixo. “Além do mico-leão-preto, conseguimos observar como espécies diferentes compartilham os mesmos recursos e adaptam seu comportamento em áreas fragmentadas. Isso reforça a ideia de que proteger uma espécie bandeira ajuda a garantir a sobrevivência de muitas outras”, destaca. Câmeras instaladas na Mata Atlântica flagram tamanduá-bandeira no interior de SP IPÊ/Reprodução Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-e-regiao/noticia/2026/05/04/cameras-instaladas-na-mata-atlantica-flagram-filhote-de-mico-leao-preto-no-interior-de-sp.ghtml


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