Brasileiro encontra beija-flores roxo e laranja nos EUA: 'Parecem joias voadoras'
10/04/2026
(Foto: Reprodução) Beija-flores de cores raras encantam brasileiro durante viagem à Califórnia
Marlon André de Oliveira
Durante uma viagem com a família para a Califórnia, o brasileiro Marlon André de Oliveira se surpreendeu com o colorido e o comportamento de dois tesouros da natureza: o beija-flor-de-costa (Calypte costae) e o beija-flor-ruivo (Selasphorus rufus).
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Apaixonado pela natureza, o empresário, que mora em Orlando há sete anos, nunca havia observado essas aves antes na natureza e revela o encantamento do encontro.
“Eu não conhecia essas espécies. O que mais me encanta nos beija-flores são as cores. Eles parecem verdadeiras joias minúsculas. Eu vejo Deus através da natureza e acredito que essas vidas sejam como digitais do Criador”, pontua.
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Viagem e encontro inusitado
A família do observador foi até o estado americano por motivos de estudo, já que a esposa dele precisa comparecer presencialmente a uma escola de teologia duas vezes ao ano.
Como são grandes admiradores da natureza, eles aproveitaram a ocasião para visitar parques da região, como o Joshua Tree National Park, onde um dos registros foi feito.
“Nesse parque encontrei com o beija-flor-ruivo. Fiquei um tempo observando ele, é realmente espetacular, parece uma medalha, um prêmio encontrar. O que mais me chamou a atenção foi o comportamento: ele é extremamente agressivo, atacava a todos os outros, inclusive as fêmeas, era muito feroz. Acredito que seja mais briguento que o beija-flor-tesoura, que tem no Brasil”, comenta Marlon.
Beija-flores de cores raras encantam brasileiro durante viagem à Califórnia
Marlon André de Oliveira
Avistamento especial
De tamanho diminuto, o macho da espécie se destaca por reluzir um alaranjado único e brilhante. Tal característica não está presente na plumagem da fêmea, como ocorre com a maioria dos colibris.
A espécie é considerada migratória, e por isso o avistamento se tornou ainda mais especial. O encontro ocorreu na ocasião certa: no dia seguinte, Marlon voltou ao mesmo local, mas não deu sorte de encontrá-lo novamente. Além dos beija-flores, o observador aproveitou a viagem com a família para registrar outras espécies de aves, e até uma serpente apareceu pelo caminho.
A bagagem para casa voltou recheada de registros especiais e coloridos. Futuramente, ele pretende voltar ao local para novos encontros.
Beija-flores de cores raras encantam brasileiro durante viagem à Califórnia
Marlon André de Oliveira
Espécies observadas pelo brasileiro
Beija-flor-de-costa (Calypte costae): a ave, que é conhecida nos Estados Unidos como Costa’s hummingbird, é considerada uma das menores espécies de beija-flores da América do Norte, não ultrapassando os 8,5 cm.
Este pequeno colibri vive em ambientes desérticos. O macho apresenta um tom roxo e brilhante na região da garganta que se estende até a ponta como um “bigode” — característica semelhante à do beija-flor topetinho-verde (Lophornis chalybeus) que existe no Brasil.
Beija-flores de cores raras encantam brasileiro durante viagem à Califórnia
Marlon André de Oliveira
A fêmea não possui tal colorido e é bem mais discreta. Pode ser avistado em quintais, onde é facilmente atraído com bebedouros específicos para beija-flores, e possui um canto agudo.
Beija-flor-ruivo (Selasphorus rufus): com um colorido intenso e singular, este colibri é conhecido na América do Norte como Rufous hummingbird. Apesar de ser uma ave pequena e não ultrapassar os 9 cm, ele mostra que tamanho não é documento e possui um comportamento extremamente agressivo e territorialista.
Beija-flores de cores raras encantam brasileiro durante viagem à Califórnia
Marlon André de Oliveira
O macho é menor do que a fêmea e possui a cauda mais curta. O traje laranja e brilhante é restrito a ele, enquanto a parceira é mais discreta e proporcionalmente maior. É considerado um dos maiores prodígios da migração, se for levado em consideração o tamanho da espécie e a distância que percorre em um deslocamento entre ida e volta.
Entre janeiro e maio, a espécie se desloca em direção ao Alasca e ao Canadá , retornando ao Sul apenas no período de outono da América do Norte. No percurso, viaja ao todo mais de seis mil quilômetros.
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