Bailarina com paralisia cerebral supera previsão médica e dança no Festival de Joinville
03/09/2026
(Foto: Reprodução) Bailarina com paralisia cerebral transforma dança em história de superação em Jundiaí
A história da jovem Manuela Nogueira, de 11 anos, mostra como a dança pode ser uma ferramenta de superação, autonomia e inclusão. Diagnosticada com paralisia cerebral aos dois anos, a menina de Jundiaí (SP) superou previsões médicas desfavoráveis e se tornou a primeira bailarina atípica da cidade a subir ao palco do Festival de Dança de Joinville (SC).
O diagnóstico inicial apontava que a pequena não poderia dançar. No entanto, ao ver a mãe, Cristiane Nogueira, praticando balé, o desejo de Manu de seguir o mesmo caminho falou mais alto. Com o incentivo da família e a orientação de uma professora, ela ingressou na dança aos quatro anos, sempre acompanhada por um trabalho integrado de fisioterapia.
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"Coloquei a Manu no balé com auxílio da fisioterapia. Ela está sempre acompanhada para saber o que pode ou não fazer, e então se apaixonou. Está sempre dançando em todo lugar, em casa e até no banheiro", afirma Cristiane.
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Apresentação em Joinville
A rotina de treinos exige persistência para superar as limitações motoras. Durante o festival em Santa Catarina, Manu apresentou-se em grupo e também em um número solo. O ponto alto da apresentação ocorreu quando a menina deixou o andador rosa de lado para executar a coreografia sozinha no centro do palco, emocionando a plateia.
"Eu sempre me emociono quando ela dança, mas em Joinville foi além. Depois da apresentação as pessoas pararam para tirar foto, muitas pessoas choraram e se emocionaram", detalha a mãe.
Bailarina de Jundiaí com paralisia cerebral supera diagnóstico e brilha no Festival de Joinville
Reprodução/TV Tem
Evolução física e autonomia
Para garantir a evolução nos passos de balé, Manu conta com o suporte de uma equipe multidisciplinar. O trabalho conjunto entre os professores de dança e a fisioterapia tem proporcionado avanços significativos no desenvolvimento motor e na rotina da menina, incluindo:
Conquista de maior coordenação motora, equilíbrio e autonomia;
Capacidade de subir e descer escadas sem auxílio;
Caminhadas por longas distâncias sem a necessidade do andador;
Ganho de autoconfiança dentro e fora da sala de aula.
A professora de dança Maria Júlia Zamboti relatou que, no início, o processo foi desafiador porque Manu percebia as limitações em relação a certos exercícios. Diante disso, a instrutora trabalhou para fortalecer a autoconfiança da aluna nas aulas.
"Todos os exercícios que eu passava para ela eu dizia: 'Ei, Manu. Vai, você consegue'. Assim eu faço com todas, mas vi que com ela teria que ter um cuidado a mais. É muito bonito ver a evolução dela", compartilha Maria Júlia.
Trabalho multidisciplinar e paixão pelos palcos
Alguns movimentos no balé exigem bastante do corpo. Por isso, em paralelo, Manu realiza acompanhamento fisioterápico na própria escola de dança. A fisioterapeuta Beatriz Cremonesi destaca a determinação da jovem no tratamento.
"A Manu já anda longas distâncias sem o andador, sobe e desce escada. Não é algo que normalmente vemos em crianças na fisioterapia. Ela batalha e persiste muito, além de receber muitos incentivos. É uma evolução a cada dia e é muito gratificante ver isso", afirma Beatriz.
Com a ajuda da equipe e da família, a garota encontrou no balé mais do que uma forma de expressão artística: uma ferramenta para conquistar autonomia e confiança.
"Eu amo dançar balé. Eu me sinto feliz e quero continuar dançando por muitos anos", finaliza a garota.
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