Audiência por expedição de Pablo Marçal que colocou 32 pessoas em risco no Pico dos Marins é adiada
30/09/2026
(Foto: Reprodução) 'Quem não quer correr risco fica em casa vendo stories', diz coach resgatado por bombeiros
A audiência de instrução, debates e julgamento do processo que envolve a expedição ao Pico dos Marins foi adiada a pedido da defesa do influenciador digital, coach e político Pablo Marçal (União Brasil). Ainda não há uma nova data definida para a realização da audiência.
A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça (TJ) São Paulo ao g1 no começo desta quarta-feira (30). A sessão estava marcada para hoje, na Vara Única de Piquete (SP).
Estavam previstas as oitivas de 25 testemunhas e o interrogatório de Marçal. A defesa de Pablo Marçal informou que só se manifesta sobre os casos dos clientes nos processos.
Marçal é réu no processo que apura a expedição realizada em janeiro de 2022, quando 32 pessoas seguiram em direção ao cume do Pico dos Marins e precisaram ser resgatadas pelo Corpo dos Bombeiros após enfrentarem chuva, neblina, baixa visibilidade e rajadas de vento de até 100 km/h.
Segundo a acusação, a conduta teria colocado a vida dos participantes em risco. O Ministério Público denunciou Marçal pelo artigo 132 do Código Penal, que trata de expor a vida ou a saúde de outra pessoa a perigo direto e iminente. A Justiça recebeu a denúncia em maio de 2025 e tornou Marçal réu.
A investigação da Polícia Civil terminou sem o indiciamento de Marçal. O delegado responsável entendeu que não havia elementos suficientes para comprovar a responsabilidade criminal dele pelos riscos enfrentados pelo grupo.
Pablo Marçal durante expedição no Pico dos Marins, em Piquete (SP)
Reprodução
O que aconteceu
A expedição ocorreu nos dias 4 e 5 de janeiro de 2022. Um dos participantes pediu socorro por rádio por volta das 4h. Os bombeiros iniciaram as buscas às 6h e encontraram primeiro um grupo de 14 pessoas. Os demais integrantes foram localizados posteriormente.
Um guia contratado para acompanhar a atividade, Robson Rodolfo Campos, afirmou à Polícia Civil que alertou Marçal sobre as condições da montanha e recomendou o retorno. Segundo o depoimento, havia pedras escorregadias, lama, pouca visibilidade e participantes sem preparo físico e psicológico para continuar a subida.
Em depoimento à Polícia Civil, Marçal negou ter exercido papel de liderança ou organização da atividade. A defesa também afirmou no processo que ele "não organizou e não realizou nenhuma expedição do Pico dos Marins".
Pablo Marçal em chegada a debate da TV Globo
Reprodução/TV Globo/Arquivo
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