Assassino confesso da brasileira Anna Laura Porsborg é julgado em Los Angeles
24/03/2026
(Foto: Reprodução) Em audiência na justiça, Luís Akay disse que matou Anna Laura estrangulada e manteve o corpo dentro de uma mala por dois dias
Reprodução / Redes sociais
Iniciado no dia 10 de março em Los Angeles (EUA), o julgamento do assassino confesso da brasileira Anna Laura Costa Porsborg, o também brasileiro Luís Antônio Gomes Akay, tem previsão de encerramento para o dia 30 deste mês.
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O julgamento é acompanhado pela mãe de Anna Laura, a professora e turismóloga Erbena Costa, que participa como testemunha de acusação.
Ao g1, Erbena relatou que, pela segunda vez após a morte da filha, ficou cara a cara com o assassino e precisou reunir forças para prestar depoimento.
“Foi muito difícil ficar frente a frente com o assassino confesso da minha filhinha. É uma dor que não tem explicação. Mas eu precisei ser forte para falar e ajudar a acusação a fazer justiça, para que outras famílias não passem pelo que eu e meus familiares passamos”, contou.
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O Ministério Público de Los Angeles também levou aos Estados Unidos a família de Ana Cláudia Silva, jovem com quem Luís Akay havia se relacionado no Brasil e que desapareceu em 2017, em Sorocaba (SP), após sair de casa para encontrá-lo.
“Eu agradeço demais o empenho das autoridades daqui (EUA) no caso da minha filha. O Ministério Público não mediu esforços para trazer a família de Sorocaba, que perdeu a filha após um encontro com esse monstro”, disse Erbena.
Segundo ela, a família de Ana Cláudia nunca havia viajado para fora do país, e os custos de passaporte, passagens e hospedagem foram custeados pelo Ministério Público de Los Angeles para que pudessem participar do julgamento como testemunhas.
Luís Akay é suspeito de matar outra jovem no Brasil; a vítima Ana Cláudia Silva desapareceu em 2017
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Relembre o caso
Natural de Santarém, Anna Laura vivia nos Estados Unidos havia cinco anos. Ela era soldada do Exército norte-americano, morava no estado da Virgínia e viajou a Los Angeles para passar o fim de ano de 2022 com o namorado.
A jovem foi morta aos 22 anos, no dia 27 de dezembro de 2022, em um quarto de hotel em Los Angeles, onde estava hospedada com Luís Akay. Ele foi preso no dia 30 de dezembro daquele ano, após confessar à polícia que matou Anna Laura por estrangulamento, motivado pelo fato de a jovem querer terminar o relacionamento.
O último contato de Anna Laura com a mãe ocorreu no dia 27 de dezembro. Como as duas se falavam diariamente, o silêncio chamou atenção, e Erbena iniciou buscas, inclusive com o próprio Luís Akay.
Anna Laura e sua mãe, Erbena Costa
Arquivo pessoal
Inicialmente, ele afirmou que havia discutido com Anna Laura e que ela teria saído do hotel apenas com o celular, sem retornar.
Sem notícias, a mãe comunicou o desaparecimento à Polícia Federal, que acionou o FBI. Posteriormente, o órgão norte-americano confirmou que o namorado havia confessado o crime, sem indicar o local exato onde estava o corpo.
No último contato com uma prima, por meio de mensagem de texto, Anna Laura contou que estava querendo terminar o relacionamento com o "ficante fixo"
Última conversa que Anna Laura teve com uma prima
Arquivo pessoal
O crime
Luís Akay confessou ter matado Anna Laura por estrangulamento após uma discussão no dia 27 de dezembro de 2022, em um quarto de hotel. Ele relatou à polícia que manteve o corpo da jovem dentro de uma mala por dois dias no hotel, até decidir como descartá-lo.
Segundo o depoimento, no dia 29 de dezembro, ele levou o corpo até uma área montanhosa e o enterrou, cobrindo-o com pedras, mas afirmou não se lembrar do local exato.
Buscas
Por meses, a polícia realizou buscas nas montanhas, em uma área de floresta onde Luís Akay disse ter enterrado Anna Laura, mas o corpo nunca foi encontrado.
Onze meses após o crime, o celular de Anna Laura foi encontrado nas montanhas de Los Angeles, o que impulsionou novas buscas na área.
Com o encerramento das buscas, o Exército norte-americano realizou um funeral simbólico em homenagem à Anna Laura.
Outras investigações
A repercussão do caso levou à reabertura da investigação sobre o desaparecimento de Ana Cláudia Silva, em Sorocaba (SP), ocorrido em 2017. Há ainda relatos de outra possível vítima que teria sido mantida em cárcere privado em New Jersey (EUA), o que levanta suspeitas sobre o perfil do acusado, considerado uma espécie de “serial killer” pela família de Anna Laura Costa Porsborg.
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