Alto Tietê teve 63 homicÃdios ocultos em 2024, aponta Atlas da Violência
(Foto: Reprodução) Mogi das Cruzes registrou 11 casos de HomicÃdios ocultos
Alessandro Batata/TV Diário
O Alto Tietê teve uma estimativa de 63 homicÃdios ocultos em 2024, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Os casos são mortes violentas registradas oficialmente como de causa indeterminada, mas que podem ter sido homicÃdios, segundo a metodologia do estudo. O levantamento considera 336 municÃpios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.
🔎 HomicÃdios ocultos são estimativas de mortes que podem ter sido homicÃdios, mas que foram registradas como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Nesses casos, não foi possÃvel identificar oficialmente se a morte foi causada por homicÃdio, acidente ou suicÃdio.
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As cinco cidades do Alto Tietê incluÃdas no levantamento — Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano — somaram 161 homicÃdios estimados em 2024. Desse total, 98 foram registrados oficialmente e 63 são considerados homicÃdios ocultos. Confira:
De acordo com o Atlas da Violência, os homicÃdios ocultos representaram 39% da estimativa total de homicÃdios no Alto Tietê em 2024.
Itaquaquecetuba concentrou o maior número de homicÃdios estimados da região, com 52 casos em 2024. Desse total, 28 foram registrados oficialmente e 24 são considerados homicÃdios ocultos.
Em Ferraz de Vasconcelos, quase metade dos homicÃdios estimados corresponde a homicÃdios ocultos. Em Itaquaquecetuba, esses casos também representam uma parcela significativa do total.
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Como o Atlas calcula os homicÃdios ocultos
O Atlas usa dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Nos registros oficiais, os homicÃdios incluem mortes causadas por agressão, intervenção legal e operações de guerra.
Parte das mortes violentas, no entanto, é registrada no sistema como morte violenta por causa indeterminada. Isso ocorre quando não é possÃvel identificar oficialmente a causa do óbito.
Para estimar quantas dessas mortes podem ter sido homicÃdios, os pesquisadores usam uma metodologia baseada em aprendizado de máquina. O modelo considera padrões históricos e caracterÃsticas das vÃtimas e das ocorrências, como idade, sexo, local e circunstâncias da morte.
Segundo o Atlas, a diferença entre a taxa estimada de homicÃdios e a taxa registrada oficialmente chegou a 3,3 pontos por 100 mil habitantes em 2024. O Ãndice ficou acima da média de 1,8 ponto registrada entre 2014 e 2017 e da média de 2,8 pontos entre 2019 e 2024.
Para os pesquisadores, isso indica piora recente na capacidade de identificar corretamente a intencionalidade das mortes violentas.
Atlas da Violência 2026
Em 2024, o Brasil registrou 42.590 homicÃdios, o equivalente a uma taxa de 20,1 mortes por 100 mil habitantes.
O Atlas da Violência analisou os 5.570 municÃpios brasileiros com informações consideradas válidas. Desse total, 1.578 não tiveram nenhum homicÃdio estimado em 2024.
Metade dos homicÃdios registrados no paÃs ocorreu em apenas 99 municÃpios, que representam 1,8% das cidades brasileiras. Já os 10 municÃpios com maior número de homicÃdios concentraram 19,4% das mortes registradas no Brasil.
Assista a mais notÃcias sobre o Alto TietêFONTE: https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2026/08/15/alto-tiete-teve-63-homicidios-ocultos-em-2024-aponta-atlas-da-violencia.ghtml