Alckmin vota em SP e critica ataques contra apoiadores de Lula
25/10/2026
(Foto: Reprodução) Geraldo Alckimin vota na Zona Sul de São Paulo
Reprodução/TV Globo
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), votou no início da tarde deste domingo (25) no Colégio Santo Américo, no Jardim Colombo, na Zona Oeste de São Paulo.
Ele estava acompanhado dos ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, da deputada federal Tabata Amaral (PSB) e do presidente do PSDB, José Aníbal.
Após votar, Alckmin criticou episódios de violência contra apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrados na véspera do segundo turno das eleições.
“Hoje é um grande dia e quero inicialmente destacar que é muito triste os atos de violência que ocorreram em vários locais do país pelos nossos adversários. Quero transmitir a minha solidariedade e minhas orações pela rápida recuperação das Iara Pimentel, vítima de agressão em Montes Claros. Marcelo Rocha, na cidade de Santos, nossa solidariedade, nossas orações para que ele se recupere rapidamente. Foram covardemente agredidos por manifestarem sua opinião política”, afirmou.
Na noite de sábado (24), a vereadora Iara Pimentel (PT) foi agredida durante uma carreata de apoio a Lula em Montes Claros (MG). Os agressores usavam roupas amarelas e carregavam uma bandeira do Brasil e o número 22, associados à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Também no sábado, o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha foi espancado após se afastar de um ato político em Santos, no litoral de São Paulo.
Geraldo Alckmin vota ao lado da esposa Lu Alckmin, da ex-ministra Simone Tebet e da deputada Tabata Amaral.
Anselmo Caparica/TV Globo
Durante a conversa com jornalistas, o vice-presidente afirmou estar confiante no resultado do segundo turno e destacou a mobilização de apoiadores nas ruas e nas redes sociais durante a campanha.
“Vamos muito confiantes, animadíssimos com esse segundo turno. Cresceram as redes, cresceram as ruas, e nós vamos garantir a democracia, que é onde o povo é ouvido”, afirmou.
Alckmin também agradeceu as manifestações de carinho que recebeu ao longo da campanha e destacou o ato realizado na Avenida Paulista no sábado (24). “Eu participo da vida pública aqui de São Paulo há décadas e eu nunca havia visto a Avenida Paulista como ontem, aqui em São Paulo. Impressionante a manifestação”, disse.
Questionado sobre a polarização e o equilíbrio da disputa, Alckmin comparou o atual cenário eleitoral ao movimento das Diretas Já, na década de 1980, e citou o papel do ex-governador paulista Franco Montoro.
“Eu diria que se assemelha ao que a gente viu nesse segundo turno. Foi no Brasil inteiro, cidades pequenas do interior, capitais, todo mundo na rua, defendendo a democracia”, afirmou.
O vice-presidente também destacou que este domingo é o Dia Nacional da Juventude e elogiou a participação dos jovens nas manifestações políticas.
Ao comentar a democracia, Alckmin afirmou que o sistema permite que a população seja ouvida, enquanto, nas ditaduras, segundo ele, quem manda são os poderosos e os milionários.
“As ditaduras, quem manda são os poderosos, os milionários. A democracia ouve o povo, dialoga, e quem ouve mais erra menos. E, para onde a gente olhar, a gente vê que o Brasil avançou: cresceu a renda, o emprego, a economia, a educação, a saúde, o cuidado com o meio ambiente."