Acusado de estuprar e matar estudante que pediu socorro para o namorado é condenado a 24 anos de prisão
12/08/2026
(Foto: Reprodução) Liziel Rocha Rosa é acusado de matar a estudante Ianca Victoria de Oliveira Silva, de 19 anos, em Registro, SP
Reprodução e Rinaldo Rori/g1
Liziel Rocha Rosa, acusado de matar a estudante Ianca Victoria de Oliveira Silva em Registro, no interior de São Paulo, foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão em regime fechado. O réu também deverá pagar uma indenização mínima de R$ 100 mil para a família da vítima.
A jovem, de 19 anos, desapareceu após ligar para o namorado pedindo socorro ao deixar a faculdade, no dia 11 de setembro de 2024. Ianca foi vista pela última vez por amigos na própria universidade, que fica perto do local onde o corpo dela foi encontrado na manhã seguinte ao desaparecimento.
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Conhecido como 'Zel', Liziel foi julgado pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (12). De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o réu foi condenado pelo homicídio, com quatro qualificadoras, que não foram divulgadas, em concurso material com o crime de estupro.
Denúncia do MP
O Ministério Público (MP) sustentou que Liziel perseguiu Ianca após ela entrar sozinha em uma rua escura à noite após deixar a faculdade. Ele se aproveitou da situação para estuprá-la, conforme exames periciais, e a matou com um mata-leão para esconder o crime.
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Por isso, o órgão requereu a condenação por estupro e homicídio com as qualificadoras de: emboscada, asfixia e feminicídio para o homicídio. Além disso, foi imputada a qualificadora de assegurar a impunidade do crime anterior ao crime de estupro.
Apesar disso, a Defensoria Pública, que defende o réu, disse que não houve prova de conjunção carnal e que Liziel negou o crime de estupro, podendo ter havido uma "tentativa frustrada". A defesa dele ainda alegou insanidade mental por dependência de drogas.
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Arquivo Pessoal
Os defensores acrescentaram que o réu passou por internações, não sabe ler e escrever, e teria episódios de apagões e confusões mentais, havendo sinais de que ele poderia não estar em plenas condições de entender ou controlar completamente o que fazia.
A defesa ainda pediu a desclassificação de homicídio cumulado com estupro para o crime de estupro seguido de morte. A defesa sustenta que ele negou ter planejado matar e também negou ter praticado violência sexual de forma consciente e premeditada.
A Defensoria também usa um exame feito no próprio Liziel para dizer que ele tinha escoriações e marcas pelo corpo, o que, segundo a tese defensiva, indicaria que houve briga física e que a situação saiu do controle.
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Rinaldo Rori/g1
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