Abelhas africanizadas atacam moradores e colmeia de 'grandes proporções' é removida no litoral de SP
20/08/2026
(Foto: Reprodução) Colmeia foi retirada de forro em casa em Guarujá, SP.
Divulgação/Polícia Militar
Uma colmeia de abelhas africanizadas (Apis mellifera) foi retirada do forro de uma casa em Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a prefeitura, o enxame já tinha atacado moradores e vizinhos.
O manejo emergencial foi realizado pelo Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) da Guarda Municipal na noite de quarta-feira (19). A colmeia de 'grandes proporções' estava localizada no forro de um quarto da residência, na comunidade Prainha, no distrito de Vicente de Carvalho.
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De acordo com a administração municipal, a colmeia era extremamente populosa e ocupava uma área extensa. Por isso, foi necessário remover parte da estrutura de PVC do imóvel para acessar o enxame.
O trabalho de retirada se estendeu por um longo período, mas ocorreu sem intercorrências. Após o manejo, o enxame e a colmeia foram levados para uma área de mata no Morro do Icanhema, onde foram soltos.
Equipes do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior (21º BPM/I) realizaram a segurança do perímetro para permitir a atuação dos agentes ambientais, que retiraram os insetos de forma adequada.
Abelhas africanizadas
Abelha africanizada
Tim Higgs/iNaturalist
Segundo o biólogo Eric Comin, as abelhas africanizadas são resultado do cruzamento entre abelhas africanas e europeias. Elas são conhecidas pela reação mais intensa a ameaças, já que conseguem identificar vibrações e ruídos a mais de 30 metros do ninho.
O perigo não está em um veneno mais tóxico, mas na resposta coletiva do enxame. Quando uma abelha pica, libera um feromônio de alarme que pode atrair centenas ou até milhares de outras para o ataque.
Os insetos podem perseguir uma pessoa por até 400 metros e permanecer agitados por horas após uma perturbação.
Flagrante da natureza: cinegrafista registra abelha africanizada fazendo uma polinização
Reprodução/RPC
O que fazer em caso de ataque?
Segundo o especialista, quem encontrar um enxame de abelhas deve manter distância e nunca tentar remover a colmeia por conta própria. Em caso de ataque, a recomendação é agir rapidamente para reduzir o risco de novas picadas e da ação do veneno.
As principais orientações são:
Corra em linha reta e o mais rápido possível para se afastar do enxame;
Proteja o rosto e a cabeça com as mãos ou com uma peça de roupa enquanto foge;
Procure um local fechado, como uma casa, carro ou outro ambiente onde as abelhas não consigam entrar;
Não entre na água. As abelhas costumam permanecer sobrevoando o local e podem continuar o ataque quando a vítima voltar à superfície para respirar;
Retire os ferrões imediatamente, pois eles continuam injetando veneno na pele mesmo depois que a abelha se afasta;
Raspe os ferrões com uma lâmina, cartão rígido ou até mesmo a unha. Não utilize pinças nem aperte os ferrões com os dedos, pois isso pode liberar ainda mais veneno;
Aplique compressas frias ou gelo envolvido em um pano para aliviar a dor e reduzir o inchaço;
Procure atendimento médico imediatamente, principalmente em casos de múltiplas picadas, dificuldade para respirar, inchaço intenso ou sinais de reação alérgica.
Outro caso em Guarujá
Em 27 de junho, um homem morreu em Guarujá atacado em um enxame de abelhas. A vítima foi atacada enquanto capinava um terreno na Rua Agenor de Assis, no bairro Vila Itapema.
O homem foi encaminhado inconsciente ao pronto-socorro de Vicente de Carvalho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Na ocasião, o GDA também foi acionado para remover a colmeia que causou o acidente.
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